Os casos de mulheres cujos partos são realizados por leigos - policiais e taxistas dentro de carros ou em calçadas são muitos. Homens simples, com formação às vezes precária, mas dotados de uma grande sensibilidade. Atuam numa emergência e sabem que esse é um momento único - em que uma vida nasce e a mulher se transforma em mãe.
O Portal do Holanda ja relatou inúmeros casos ocorridos em Manaus, quando mulheres com contraçoes aceleradas não conseguem chegar a tempo na maternidade. E não é fácil esse tipo de parto, improvisado, diante do rompimento da bolsa e das secreções. Mas são homens que veneram a vida e vibram com os bebês no colo.
Estes fatos vêm a propósito da brutal agressão do anestesista Giovanni Quintella Bezerra a uma paciente. O Olhar diferenciado e doentio, a perversão, o sadismo que transformou o médico em monstro.
Mas a violência não parou aí. A divulgação do vídeo no WhatsApp, sem filtros, foi chocante. E mais uma agressão à mulher, de certa forma exposta. Por mais que não se identifique o rosto, essa mulher vítima do médico sádico, sabe que estava ali, que era abusada em um momento especial de sua vida. A família sabe, os amigos, os vizinhos sabem e isso se espalha.
Lamentável. Em quem confiar? Difícil dizer, porque essa violência ocorreu dentro de uma maternidade, onde supostamente as mulheres têm seus filhos com segurança. Melhor estaria em uma lancha no interior do Amazonas, ou em uma viatura da Polícia Militar ou um taxi em Manaus. O tratamento seria mais civilizado.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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