Não ficou muito claro o motivo que provocou a agressão do prefeito de Borba, Simão Peixoto, ao deputado Roberto Cidade. Primeiro, porque Peixoto faz parte do mesmo grupo político do deputado. Segundo, porque motivos, aparentemente, não havia. Mas a agressão provocou de imediato uma avalanche de solidariedade ao parlamentar, que terminou o dia em alta nas redes sociais. Foi, talvez, o melhor momento da campanha de Cidade.
Um murro com três efeitos: o policial, no qual o prefeito se envolveu; o eleitoral, que serviu para dar uma estrondosa visibilidade ao presidente da Assembleia Legislativa e, o mais impactante: a impressão ruim de que a política tomou um caminho perigoso e sem volta; que as diferenças não são mais resolvidas pelo diálogo e que o debate cedeu lugar, quando não às armas, aos punhos.
E quem imagina que o caso da agressão contra Cidade em Borba é o mais preocupante, se engana: em Manaus as facções criminosas pressionam eleitores, revelando um grande interesse no processo eleitoral e no seu resultado.
Essa é uma questão gravíssima, que exige a atuação da inteligência da polícia - de todas as policias, inclusive a Federal. Uma presença do Estado em áreas onde ele esteve ausente nos últimos 40 anos.
Ao eleitor tem que ser dada a liberdade para votar e escolher seus candidatos. Aos candidatos, a liberdade de circular livremente e falar com os eleitores. Isso é o básico em uma democracia e não temos, ainda, o básico.
OBS : O nome do prefeito de Borba é Simão Peixoto e não Antônio, conforme constava na abertura da coluna, mas ja corrigido .
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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