Bastidores da Política - Como o eleitor do Amazonas pode identificar um falsário em 2022


Como o eleitor do Amazonas pode identificar um falsário em 2022

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

25/08/2021 19h05 — em Bastidores da Política

Quando você digita seu voto na urna com o número de um candidato você  está comprando uma ideia, um projeto negociado durante a campanha eleitoral. Se o seu candidato ganha, você vai cobrar o que foi prometido. Mas na maioria das vezes percebe que foi enganado, vitima de estelionato. Foi o que ocorreu na eleição de 2018 no Amazonas e pode voltar a ocorrer em 2022.

O preço que a sociedade vem pagando por essa escolha é muito alto. De um lado, impacta  na saúde, na educação, na vida em comum. De outro, desregula o sistema de freios e contrapesos, pela atração  desassombrada que o governo exerce sobre outros poderes.

Onde desvios são feitos à luz do dia, falta compromisso com a coisa pública, sobra desemprego, violência  e injustiça

Como identificar os ilusionistas, os falsários, os prevaricadores, os mentirosos? Não é difícil. Geralmente eles são instrumentalizados por grupos econômicos que não escondem que os protegem ou os financiam.

No governo, é difícil enxotá-los. Têm a chave do cofre, milhares de cargos a serem oferecidos e isso conta muito no mundo politico.

Mais do que nunca é preciso saber identificar um falsário.

O que o eleitor não pode esquecer é que, embora enganado em 2018, ainda tem em mãos um instrumento poderoso. Um titulo que lhe confere poder de veto. O voto - a comparação não parece aceitável,  mas é esse o seu melhor significado - é uma importante moeda de troca em uma democracia. O passaporte  que os eleitores conferem a um político para chegar ao poder.

Cobrar os que prometem resolver todas as broncas sociais é dever de todos. Uma cobrança que deve ser contínua, permanente. Ou o governo degenerará - como está ocorrendo no Amazonas.

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.