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A ponte e o ego do ex-governador

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Por Holanda
06/04/2011 12h10 — em Coluna do Holanda
A falta  de um estudo  técnico confiável e a pressa do ex-governador Eduardo Braga em construir a ponte sobre o Rio Negro resultaram em prejuízo de cerca de meio bilhão de reais aos cofres públicos. É o que se pode extrair do depoimento prestado ontem pelo secretário René Levy aos deputados amazonenses. René admitiu que a modificação tecnológica no projeto original - substituição de placas pre-moldadas para estacas escavadas - elevou o custo da obra em 60%. Geólogo de profissão, Levy diz "não existir nenhum estudo consolidado que mostre as condições da formação geológica da região",para logo em seguida admitir que o governo teve que se curvar a estudo de especialistas que apontou que as fundações feitas a partir de estacas pré-moldadas não eram adequadas para o solo do Rio Negro, "que é diversificado e possui muitas irregularidades".

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Quer dizer,  o estudo existe  e revela mais uma contradição do secretário, que vem do governo anterior e sempre esteve à frente do projeto.

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Desatentos, os deputados não questionaram esse fato e quem vai ressarcir os cofres públicos por um prejuízo que poderia ter sido evitado. Ou se a pressa em construir a ponte  serviu apenas para inflar o ego, já grande, do ex- governador Eduardo Braga, enquanto a população é obrigada a gastar mais - pois é quem financia a obra com impostos - e perde a paciência com um serviço de balsa, hoje utilizado na travessia Manaus - iranduba, e que funciona a duras pena porque alguém esqueceu de  licitar, no tempo adequado, a contratação de novas embarcações  para operar o sistema.
 
Sem licitação


A prefeitura de Manaus está gastando R$ 203,3 mil para custear curso de especialização em contabilidade e auditoria pública. Quem vai prestar o serviço é o Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa), mas quem recebe é a mantenedora Ajuricaba Prestadora de Serviços. Outros R$ 191,52 mil vão para o Instituto Superior de Administração e Economia (Isae) que vai oferecer MBA em gerenciamento de Projetos para 14 servidores municipais. Ambos contratos foram liberados de licitação.
 
Quatro salas a R$  2 milhões


A Construtora Mercure foi contratada pela prefeitura de Manaus para construir uma escola com quatro salas de aula no padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A escola vai funcionar na avenida Solimões, esquina com a Rua 17, no Jardim Mauá ao custo de R$ 1,908 milhão. Em outras palavras, cada sala vai custar o módico preço de R$ 477 mil. Mesmo que equipadas no padrão do Ministério da Educação,  é preço salgado.

Infraero atrasa obra


Pelo que diz a senadora do PCdoB, Vanessa Grazziotin, a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai de mal a pior quando o assunto é o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A senadora comunista disse ontem que a estatal não pode continuar atrasando as obras do aeroporto. E não pdoe mesmo,  ou Manaus perde o direito de sediar jogos da  copa de 2014.

Essa é  do Chico Preto


Na visão do deputado estadual Chico Preto (PP) o projeto de sua autoria já aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e que concede título de cidadão amazonense ao apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, é uma medida estratégica por dar maior visibilidade ao Estado e por ter melhorado a vida de 16 famílias de São Thomé de Acajatuba. Huch é um cara simpático, mas Chico Preto deveria perder seu precioso tempo fazendo projetos mais relevantes.
 
Homero mais Cida é igual a grude


A Câmara Municipal de Manaus   deve votar, hoje, o parecer favorável da Comissão de Turismo, Comércio e Indústria da Câmara Municipal de Manaus  ao projeto de lei que proíbe a venda e uso de cerol, de autoria dos vereadores Cida Grugel (PRP) e Homero de Miranda Leão (PHS). Miranda Leão avisa que o projeto não proíbe a prática da brincadeira de empinar papagaio, mas regulamenta o uso do cerol. Quem gosta da brincadeira vai ter que usar só grude mesmo.

 
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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