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A reforma politica já deu um basta nessa pouca vergonha da suplência de senador servir a parentes, mulher ou amigos "do peito", como Lírio Parisotto.
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A partir das próximas eleições, em vez de concorrer dois suplentes de senador para cada vaga, haverá apenas um candidato a suplente e esse não poderá ter parentesco com o titular até o segundo grau. Isso acaba com sacrifícios, como o de Sandra, e de caprichos como o do senador Eduardo Braga, que tornou a mulher, que não gosta de política, sua primeira suplente. E que, sem ele, não suportaria ficar um dia sequer em Brasília.
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A nova regra prevê que o suplente terá o papel de substituir o titular em seu afastamento temporário, mas não poderá sucedê-lo no caso de impedimento. Se quiser ficar no cargo, terá que disputar nova eleição.
Critérios na denúncia
O deputado estadual Josué Neto (PMN) se diz contrário ao que ele chama de ‘onda de denuncismo’ e acrescenta que, nem sempre, o denunciante tem melhor caráter que o denunciado. O deputado finaliza afirmando que “tem que existir critérios.” Josué Neto parece ter esquecido, que, salvo as exceções, quem denuncia é a parte ofendida e esse é e vai continuar sendo o critério para fazer as denúncias. Quanto ao caráter das partes envolvidas cabe à instância jurídica julgar para poder apenar com justiça.
‘Veja em quem vota’
O jornalista Marcelo Vasconcelos (@marcelojor88) se deu ao trabalho, ontem, de publicar em seu perfil no Twitter, o nome e o endereço eletrônico dos vereadores que ele chamou de ‘gazeteiros’, por não comparecerem às sessões da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O grau de absenteísmo na CMM é tão escandaloso que na sessão desta quarta-feira, dos 37 vereadores 73% estavam ausentes. Quer dizer, apenas dez disseram presente na sessão.
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Entre os ausentes estava o vereador Waldemir José (PT), que se propõe a apresentar projeto de lei para descontar as faltas no contracheque dos parlamentares. A pergunta que se faz é: Tem necessidade, uma medida administrativa da mesa não resolve? Pior, será que os vereadores iriam aprovar tal lei? Mistééério.
Demolidor de paradas
O vereador Massami Miki (PSL) requereu, ontem, a demolição e substituição das paradas de ônibus que deveriam servir ao finado Expresso por estarem, afirma Massa, a por em perigo a vida dos usuários. Acertado pedido. Se o vereador solicitasse também a substituição das ‘paradas de anúncio’ por outras direcionadas às pessoas, ficaria melhor.
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Agora, se ele fosse um pouquinho adiante e pedisse demolição e construção de um terminal decente na Cachoeirinha seria quase o paraíso para quem frequenta aquilo que a prefeitura chama de Terminal 2. O Massa precisou ler um jornal para detectar o óbvio, daí o motivo desta ajuda.
Veículos leves, preço nem tanto
A Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Seminf) registrou preços para, possivelmente, locar veículos leves como carros de passeio, peruas e microônibus. Das três empresas que venceram a licitação de R$ 9,378 milhões, a Kaele levou seis lotes e deve faturar 73,47% do total licitado, no valor de R$ 6,89 milhões. Ficaram com R$ 1,241 milhão Reche Galeano, e R$ 1,247 a Leonel Rodrigues do Couto Filho. Carro leve, preço pesado.
Sem licitação
A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) vai realizar a revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus sob contrato com a prefeitura. O preço do serviço é de R$ 2,992 milhões. O que será que os técnicos da prefeitura fazem, se tem que contratar especialistas de fora dos quadros do Executivo para esse tipo de serviço? A contratação foi liberada de licitação.
Fiscalização conjunta
O Ministério Público Estadual e deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) devem fiscalizar as obras da ponte sobre o rio Negro. A decisão não deve ter qualquer resultado prático se estiver às obras finais da ponte se comparadas ao volume total da obra, afinal só falta 1% para a conclusão da ponte. Ou será que as duas instituições desconfiam que ainda vão pintar outros aditivos milionários?
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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