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A entrevista "Incomum" da ex-primeira dama

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Por Holanda
07/04/2011 12h16 — em Coluna do Holanda
Nome certo para a entrevista certa. O programa "Incomum", exibido pela Canal 21,  da Net , e apresentado pelo colunista Social Júlio Ventilari, trouxe como entrevistada esta semana a ex-primeira dama Sandra Braga. Júlio, como sempre ferino, pergunta de Sandra sobre a sua paixão pela política e ouve dela a seguinte resposta: não gosto de  política, mas acompanho meu marido e o apoio. Sandra é simpática e foi bem na entrevista, mas  ao dizer que não gosta de política e que apenas acompanha o marido, deu a senha para a mudança que já se previa no Senado, caso Eduardo Braga resolva disputar a prefeitura de Manaus no próximo ano ou o governo do Amazonas em 2014: O estado, mais uma vez, dará vaga a um paulista, o multimilionário Lírio Parisotto, presidente da Videolar. O Amazonas merece... Afinal, já foi representado por Gilberto Miranda, outro paulista  interessado apenas nos seus negócios na Zona Franca de Manaus...

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A reforma politica já deu um basta nessa pouca vergonha da suplência de senador servir a parentes, mulher ou amigos "do peito", como Lírio Parisotto.

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A partir das  próximas eleições,  em vez de concorrer dois suplentes de senador para cada vaga, haverá apenas um candidato a suplente e  esse não poderá ter parentesco com o titular até o segundo grau. Isso acaba com sacrifícios, como o de Sandra, e de caprichos como o do senador Eduardo Braga, que tornou a  mulher, que não gosta de política, sua primeira suplente. E que, sem ele, não suportaria ficar um dia sequer em Brasília. 

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A nova regra prevê que o suplente terá o papel de substituir o titular em seu afastamento temporário, mas   não poderá sucedê-lo  no caso de impedimento.  Se quiser ficar no cargo, terá que disputar nova eleição.

Critérios na denúncia

O deputado estadual Josué Neto (PMN) se diz contrário ao que ele chama de ‘onda de denuncismo’ e acrescenta que, nem sempre, o denunciante tem melhor caráter que o denunciado. O deputado finaliza afirmando que “tem que existir critérios.” Josué Neto parece ter esquecido, que, salvo as exceções, quem denuncia é a parte ofendida e esse é e vai continuar sendo o critério para fazer as denúncias. Quanto ao caráter das partes envolvidas cabe à instância jurídica julgar para poder apenar com justiça.

‘Veja em quem vota’

O jornalista Marcelo Vasconcelos (@marcelojor88) se deu ao trabalho, ontem, de publicar em seu perfil no Twitter, o nome e o endereço eletrônico dos vereadores que ele chamou de ‘gazeteiros’, por não comparecerem às sessões da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O grau de absenteísmo na CMM é tão escandaloso que na sessão desta quarta-feira, dos 37 vereadores 73% estavam ausentes. Quer dizer, apenas dez disseram presente na sessão.

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Entre os ausentes estava o vereador Waldemir José (PT), que se propõe a apresentar projeto de lei para descontar as faltas no contracheque dos parlamentares. A pergunta que se faz é: Tem necessidade, uma medida administrativa da mesa não resolve? Pior, será que os vereadores iriam aprovar tal lei? Mistééério.

Demolidor de paradas


O vereador Massami Miki (PSL) requereu, ontem, a demolição e substituição das paradas de ônibus que deveriam servir ao finado Expresso por estarem, afirma Massa, a por em perigo a vida dos usuários. Acertado pedido. Se o vereador solicitasse também a substituição das ‘paradas de anúncio’ por outras direcionadas às pessoas, ficaria melhor.

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Agora, se ele fosse um pouquinho adiante e pedisse demolição e construção de um terminal decente na Cachoeirinha seria quase o paraíso para quem frequenta aquilo que a prefeitura chama de Terminal 2. O Massa precisou ler um jornal para detectar o óbvio, daí o motivo desta ajuda.

Veículos leves, preço nem tanto

A Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Seminf) registrou preços para, possivelmente, locar veículos leves como carros de passeio, peruas e microônibus. Das três empresas que venceram a licitação de R$ 9,378 milhões, a Kaele levou seis lotes e deve faturar 73,47% do total licitado, no valor de R$ 6,89 milhões.  Ficaram com R$ 1,241 milhão  Reche Galeano, e R$ 1,247  a Leonel Rodrigues do Couto Filho. Carro leve, preço pesado.

Sem licitação

A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi)  vai realizar a revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus sob contrato com a prefeitura. O preço do serviço é de R$ 2,992 milhões. O que será que os técnicos da prefeitura fazem, se tem que contratar especialistas de fora dos quadros do Executivo para esse tipo de serviço? A contratação foi liberada de licitação.

Fiscalização conjunta

O Ministério Público Estadual e deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) devem fiscalizar as obras da ponte sobre o rio Negro. A decisão não deve ter qualquer resultado prático se estiver às obras finais da ponte se comparadas ao volume total da obra, afinal só falta 1% para a conclusão da ponte. Ou será que as duas instituições desconfiam que ainda vão pintar outros aditivos milionários?
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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