Manaus/AM - José Henrique Silva de Souza, 27, preso pela morte de Jonathan David Padilha da Costa, 21, contou que agiu em legítima defesa, mas a delegada Débora Barreiros, adjunta da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) desmentiu a versão do suspeito durante coletiva nesta quarta-feira (31).
O crime ocorreu na sexta-feira (26), e o corpo da vítima foi encontrado em estágio avançado de decomposição, no domingo (28), em uma região de mata na comunidade da Sharp, bairro Armando Mendes, zona leste.
José se entregou à polícia na companhia do advogado nessa terça-feira (30) e alegou que no dia do crime estava chegando em casa quando viu Jonathan tentando furtar o local. Na ocasião, acabou esfaqueado o rapaz em legítima defesa, mas a delegada contesta a versão do suspeito.
“Quando a gente pega o laudo da necropsia, essa informação de legítima defesa cai totalmente por terra, porque a vítima acabou morrendo por estrangulamento. Testemunhas também dizem que dois dias antes do corpo ser encontrado, eles estavam bebendo juntos. E a gente verifica que a versão que ele passou é falsa. Acreditamos que o crime foi motivado por causa de um desentendimento, vindo o autor a estrangular a vítima e desferir alguns golpes de faca”, explicou a delegada.

