Manaus/AM - Familiares, amigos e vizinhos de Guilherme da Silva Protássio, 17, morto no último domingo (4), durante um tiroteio entre traficantes e policiais no bairro Compensa 2, organizaram um protesto na manhã desta terça-feira (6), na avenida Brasil, na Zona Oeste.
Os manifestantes acusam a polícia de assassinar o jovem e de ameaçar moradores na área. Revoltado, o grupo ateou fogo em pneus e madeiras e bloqueou um trecho da via.
Com cartazes nas mãos, eles pediam justiça pela morte do rapaz e discutiam com os agentes que tentavam retirá-lo da avenida. Em certo momento, os ânimos se exaltaram e o Batalhão de Choque foi acionado.
O Corpo de Bombeiros também foi chamado para apagar as chamas provocadas pela população. Ao mesmo tempo em que acontece a manifestação, o corpo de Guilherme é velado em uma residência perto dali.
Familiares de Guilherme contam que o rapaz e o tio estavam na frente de casa, quando a polícia chegou no local para apurar a denúncia de que haviam cinco homens armados naquela área.
Guilherme não estava entre eles, mas foi atingido no meio do fogo cruzado e não resistiu. Amigos e parentes afirmam que a polícia já chegou ao local atirando e atingiu ele e o cunhado, o outro homem sobreviveu.

