Manaus/AM - Wilson Santos Lopes Pereira, suspeito de matar Wellington Guilherme da Silva com um tiro na cabeça enquanto a vítima dormia dentro de um ônibus da linha 086, no bairro Puraquequara, zona leste de Manaus, tinha uma antiga desavença com a vítima. Os novos detalhes do caso foram divulgados pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta terça-feira (19). O crime aconteceu no dia 2 de maio e assustou passageiros que estavam no coletivo no momento do disparo.
De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o suspeito e a vítima eram ex-presidiários e a rivalidade entre eles começou ainda no sistema prisional. Segundo o delegado Fernando, responsável pelo caso, a motivação do crime seria vingança. “Segundo ele, a vítima teria atentado contra a sua vida juntamente com outros detentos ainda em 2019, quando ambos estavam presos”, explicou.
As investigações apontam que Wilson seguiu Wellington desde o Terminal 5, no bairro Jorge Teixeira, onde os dois embarcaram no mesmo ônibus. Já nas proximidades do Puraquequara, o suspeito sacou um revólver e atirou na nuca da vítima. “Ele aguardou chegar a uma região mais distante e efetuou um único disparo na parte de trás da cabeça da vítima”, detalhou o delegado. Wellington morreu ainda dentro do coletivo, na frente dos demais passageiros.
Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e denúncias anônimas ajudaram na identificação do suspeito. No último fim de semana, Wilson foi preso pela Polícia Militar por porte ilegal de arma de fogo. A arma apreendida, de acordo com os investigadores, pode ter sido a mesma usada no homicídio. Durante depoimento, o suspeito confessou o crime “com riqueza de detalhes”, informou a polícia.
Ainda conforme a DEHS, Wilson já responde por outro homicídio ocorrido em 2019, além de possuir antecedentes por violência doméstica e um mandado de prisão expedido pela Vara Maria da Penha. “É um indivíduo de altíssima periculosidade, com uma vida dedicada ao crime”, afirmou o delegado Fernando. Após passar por audiência de custódia, o suspeito segue à disposição da Justiça.




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