Manaus/AM - A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (18), um homem de 30 anos acusado de descumprir de agredir a ex-companheira grávida e divulgar vídeo íntimo da vítima em redes sociais. O caso ocorreu em Nova Aripuanã, no interior do Amazonas, e foi detalhado pelo delegado Rodrigo, responsável pela investigação.
Segundo Rodrigo, no dia 6 de maio, o suspeito invadiu a casa da ex-companheira, grávida de cinco meses, alegando querer ver os filhos. “Dessa forma, descumpriu a medida protetiva. Duas horas depois, mais embriagado do que já estava, ele voltou ao local. Dessa vez, desferiu um soco no olho da gestante, injuriando-a de forma grave, sendo contido apenas pela mãe da vítima, que conseguiu separá-lo com uma vassoura”, relatou Rodrigo.
Dois dias após a agressão, o homem divulgou um vídeo íntimo da gestante em seu status do WhatsApp, com a legenda: “vendo o conteúdo completo por R$ 20”. O delegado destacou o impacto da exposição em uma cidade pequena: “Divulgou o vídeo, e todo mundo teve acesso. Dessa forma, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito, que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário”.

O suspeito foi preso sem resistência e responderá por diversos crimes: descumprimento de medida protetiva, lesão corporal qualificada por violência doméstica, divulgação de cena de nudez sem consentimento (majorada por relação de afeto), violência psicológica contra a mulher e injúria majorada. “Ele está preso na delegacia de Nova Aripuanã e vai responder por todos esses crimes. É isso, os fatos são esses”, concluiu o delegado.
Rodrigo ainda esclareceu que, até o momento, não há provas de que o vídeo tenha sido comercializado: “Ele chegou a divulgar o conteúdo, mas não há indícios de que tenha vendido. Foi uma ameaça. Se chegarmos à conclusão de que houve comercialização, aí sim haverá outros crimes”.
Segundo ele, a cidade tem registrado um número preocupante de ocorrências semelhantes: “Infelizmente, têm sido registrados em torno de quatro a cinco casos semanais, sendo de dois a três flagrantes de delitos dessa espécie. Em uma cidade de 20.000 habitantes, é um número considerável”, afirmou.




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