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'Ele arrastou meu filho como um cachorro', diz mãe de jovem morto em Manaus

'Ele arrastou meu filho como um cachorro', diz mãe de jovem morto em Manaus
'Ele arrastou meu filho como um cachorro', diz mãe de jovem morto em Manaus

Manaus/AM - O velório de Guilherme Protásio, 17, foi marcado por tristeza, tensão e revolta na manhã desta terça-feira (6), no Beco São José, no bairro Compensa 2, na Zona Oeste.

Familiares criticaram duramente a polícia e seguiram com a manifestação até a frente da casa onde ele morava com a mãe, Cíntia Protásio. A mulher não conseguia parar de relembrar os últimos momentos do filho e em um desabafo emocionante, reafirmou que Guilherme foi assassinado por um PM e ainda foi “arrastado como um cachorro pelo beco”:

“  A minha irmã implorando para ele não fazer isso e ele arrastando meu filho que nem cachorro e jogou dentro do negócio. Meu filho morreu porque ele quis. Estou há 3 dias em claro, sem dormir, estou exausta, eu só quero justiça. Se ele atirou no meu filho de 17 anos, ele pode muito bem ferir outra criança (...) Ele é perigo, ele não honrou sua farda, porque ele atirou no meu fillho? Meu filho não fez nada para ele”, conta Cíntia.

O PM ao qual a mulher se refere foi reconhecido na manhã de hoje em meio a um grupo de policiais que tentava encerrar o protesto que alguns parentes e amigos organizaram na avenida Brasil.

A mãe mostra ainda duas cápsulas de balas que foram encontradas por crianças do beco após o tiroteio. Outra familiar de Guilherme ainda destaca que a polícia alegou ter ocorrido um tiroteio entre traficantes e os agentes e que durante Guilherme teria sido atingido durante a intervenção, mas segundo ela, apenas a polícia atirou e a arma usada não teria sido apresentada.

Cíntia chora a morte do filho e lamenta os sonhos interrompidos. Ela fala que o adolescente sonhava em ser jogador de futebol, mas teve a vida arrancada de forma fugaz e criminosa: “O sonho dele era ser jogador de futebol. Não é só porque a gente mora em um beco que a gente não tem sonho, se a gente tivesse condições a gente nem pisava aqui”, afirma.

 

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