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Soldado que matou estudantes pode ganhar liberdade

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 Se depender do parecer do promotor de Justiça Rogério Marques Santos, o policial militar Marcos Marques Pinheiro, acusado de matar os estudantes Ewerton Felippy Marreiros e Bruno Menezes de Souza, no dia 25 de março deste ano, continuará preso. Mas o pedido de liberdade do PM será apreciado nesta terça-feira pelo Juiz Mauro Antony. 

 
De acordo com o promotor, a alegação da defesa -  de que houve excesso de prazo  - não prospera, uma vez que a instrução poderia ter sido encerrada ontem (17), não fosse à insistência da defesa em ouvir uma testemunha de acusação que o Ministério Público entendeu dispensável.
 
Caberá ao juiz Mauro Moraes Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, decidir   se liberta ou não o policial militar.
 
Testemunhas dispensadas
 
Ontem foi realizada a audiência de instrução e julgamento para ouvir as testemunhas de acusação e defesa, mas foram dispensadas pelos advogados.  Josiane da Silva Alves, ex-companheira do PM, que teria tido um romance com Bruno e seria o pivô do duplo homicídio, não compareceu à audiência.
 
Apesar de ser testemunha da acusação, a defesa insistiu no depoimento de Josiane, que não foi localizada no endereço citado no processo e estaria morando em Anori.
 
Com isso, Marcos Marques só será ouvido após a audiência de Josiane. Depois de concluída essa fase do processo, o juiz poderá marcar o julgamento. Se confirmadas as acusações, o policial sentará no banco dos réus para ser julgado pelo crime de homicídio qualificado.
 
Entenda o Caso
 
 Ewerton e Bruno voltavam para suas respectivas residências, ainda na rua Silva Ramos, próximo ao colégio Auxiliadora, quando foram abordados por quatro homens que saíram de um veículo Ford, modelo Fiesta, cor escura. O primeiro foi alvejado por um disparo de arma de fogo e morreu a caminho do Pronto-Socorro.
 
Bruno foi levado pelo grupo, e por dias ficou desaparecido. No dia 29, o corpo dele foi encontrado em adiantado estado de decomposição na rua Oitis, Distrito Industrial.
 
No decorrer as investigações policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros apontaram para o policial militar Marcos Pinheiro, ex-companheiro de Josiane.  A delegada Cristina Portugal  acabou pedindo a prisão temporária do PM, acatada em abril pelo juiz Mauro Antony, que um mês depois   coNverteu em preventiva depois de ameaças feitas as famílias dos estudantes.
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