Braga contrata advogado que defendeu Duda Mendonça, no caso Mensalão, e Demóstenes Torres, na CPI do Cachoeira

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27/11/2012 8h13 — em Amazonas

O senador Eduardo Braga (PMDB), resolveu jogar pesado para se livrar de processo de improbidade administrativa que responde junto ao  Supremo Tribunal Federal. Contratou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido por Kakay, responsável pela absolvição de Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes, dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no julgamento do “Mensalão”.

Kaky também atuou no Caso Delta, que resultou na CPI do Cachoeira,  defendendo o governador Goiás, Marconi Perillo,e o senador cassado Demóstenes Torres. Defendeu ainda a atriz Carolina Dieckmann, no caso da invasão de seu computador pessoal por um hacker, que resultou em ações contra o Google.


O processo movido contra o ex-governador começou a tramitar ainda em Manaus, onde ele acabou denunciado pelos crimes formação de quadrilha, peculato, falsa perícia, crimes contra as licitações, dentre outros ilícitos penais, e foi parar no Superior Tribunal de Justiça, mas voltou para Manaus depois que Braga  perdeu o foro privilegiado ao renunciar ao cargo em 31 de março, de 2010.

Ao assumir a cadeira no Senado, o processo contra o ex-governador foi encaminhado  ao STF, onde desde janeiro deste ano tem como relator o ministro Gilmar Mendes.

Entenda o caso


A aposentada Isabel Soares Cardoso vendeu, em 2003, uma área de 642.951 metros quadrados para a empresa RN incorporação. Em menos de três meses a mesma área foi repassada para a Colúmbia Engenharia e desapropriada pelo governo, na gestão Eduardo Braga, a um custo de R$ 13,1 milhões.

O Ministério Público Federal  queria que o Instituto de criminalística analisasse a venda, o tamanho do imóvel e os negócios envolvendo os personagens que estariam por trás de uma transação no mínimo suspeita.

O caso já havia sido encaminhado para perícia pelo ministro João Otávio de Noronha, do STJ, que recuou ao saber que o principal acusado, o ex-governador Eduardo Braga, renunciara ao cargo e perdera o foro privilegiado. Os autos baixaram para o Tribunal de Justiça do Amazonas.