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Imigrantes

Prefeitos pedem mais ação do governo federal em relação aos venezuelanos em Manaus e Boa Vista

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Foto: Mário Oliveira / Semcom Foto: Mário Oliveira / Semcom
Foto: Mário Oliveira / Semcom

Manaus/AM - Um plano que seja posto em prática o mais rápido possível para evitar que imigrantes venezuelanos passem por mais necessidades em solos brasileiros foi cobrado pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, ao governo federal. O prefeito de Manaus recebeu na quarta-feira, 18, no Palácio Rio Branco, Centro, a prefeita de Boa Vista (RR), Teresa Surita, que compartilhou os problemas vivenciados e a dificuldade em encontrar soluções para administrar a alta demanda populacional nas duas cidades, que são pontos principais de entradas dos estrangeiros no Brasil.

Para o prefeito de Manaus, os imigrantes são bem recebidos, porém as cidades de Manaus e Boa Vista precisam da ajuda federal para poder administrar a estada e dar condições dignas de vida aos venezuelanos.

“A gente faz o possível, a gente tem solidariedade, mas precisamos de muita ajuda federal, precisamos da presença do Exército e de um plano que realmente seja posto em prática para poder interiorizar em outros Estados parte dessas pessoas que vieram para Roraima e para o Amazonas. Esperamos menos inércia e mais ação por parte dos governantes”, enfatizou Arthur.

A cidade de Boa Vista registra em média, por dia, a entrada de 800 pessoas pela fronteira com a Venezuela. Um número que, segundo a prefeita Surita, sobrecarrega atendimentos básicos em escolas, unidades básicas de saúde e em hospitais.

“Em três dias, são 2,4 mil pessoas a mais na cidade e o que nós temos, para dividir com um aumento desses, se torna praticamente inviável. Temos em Boa Vista 6,5 mil pessoas em 11 abrigos, mas temos outras 3,5 mil pessoas vivendo nas ruas. Essa superlotação na nossa cidade faz com que Manaus comece a receber sempre mais essas pessoas”, relatou a prefeita Teresa Surita.

Os prefeitos destacaram a importância da operação Acolhida, coordenada pelo Exército, porém não é uma ação de controle imediato em relação à realidade vivida no dia a dia com os imigrantes.

“A operação Acolhida é fundamental, mas a imigração é uma situação que o Brasil não sabe lidar, precisa ter mais efetividade do governo federal, pois é uma responsabilidade deles que acaba recaindo em cima dos municípios, por conta da situação e do isolamento que a gente vive aqui na Amazônia”, conclui Surita.

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