Israel explode entrada de prisão de presos políticos no Irã
O governo de Israel confirmou nesta segunda-feira (23) a realização de uma série de ataques contra alvos estratégicos do regime iraniano em Teerã. Entre os locais atingidos estão a prisão de Evin, conhecida por abrigar opositores políticos, e o quartel-general da Guarda Revolucionária. Também foi destruído o “relógio da Destruição de Israel”, instalado na Praça Palestina, que marcava uma contagem regressiva simbólica até o ano de 2040.
Segundo o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, os bombardeios têm como objetivo enfraquecer as estruturas de repressão do regime. "Atualmente, as Forças de Defesa de Israel estão atacando com força sem precedentes o coração do regime iraniano", afirmou em nota. Um vídeo divulgado mostra a explosão da entrada da prisão de Evin, mas ainda não há confirmação se a ação facilitou fugas no local.
O ataque ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio após os Estados Unidos bombardearem instalações nucleares iranianas. Em resposta, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A ameaça elevou o preço do barril em mais de 5%, superando US$ 81.
O judiciário iraniano confirmou que a prisão de Evin foi atingida por projéteis, mas afirmou que a situação está sob controle. Ainda assim, a ofensiva foi classificada como “um grave erro” pelo líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que prometeu retaliações. O governo iraniano reafirmou o compromisso com o programa de enriquecimento de urânio.
Na arena internacional, a tensão gera reações. A Espanha anunciou que pedirá à União Europeia o embargo de armas a Israel e a suspensão de acordos comerciais. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião emergencial, mas não chegou a um consenso sobre o fim imediato do conflito. Já nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump indicou que considera apoiar uma mudança de regime no Irã.
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