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Manaus reduz em 50,3% casos de malária nos primeiros 4 meses do ano

Manaus reduz em 50,3% casos de malária nos primeiros 4 meses do ano
Manaus reduz em 50,3% casos de malária nos primeiros 4 meses do ano

Manaus apresentou entre 1º de janeiro a 19 de abril, uma redução de 50,3% no número de casos de malária, em comparação com o mesmo período de 2020. As zonas Norte e Leste, com redução de 85,7% e 57,2%, respectivamente, são destaques na diminuição dos casos registrados da doença.

Este ano, Manaus registrou 760 casos de malária, sendo que no mesmo período do ano passado o número ficou em 1.530.

Segundo o chefe do Núcleo de Controle da Malária da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), João Altecir Nepomuceno da Silva, a redução de casos este ano foi registrada nas zonas urbana e rural.

“A maior redução foi na zona Norte, de 85,7%, mas é uma zona que registra normalmente um número pequeno de casos. Então, nesse cenário, é importante destacar a redução na zona Leste de Manaus, que representa a localidade urbana com maior número de casos da doença, mas que este ano já mostra uma redução de 57,2%”, ressalta João.

A diminuição de casos, explica João Altecir, é resultado do trabalho executado por agentes de controle de endemias na investigação epidemiológica, bloqueios de transmissão dos casos da doença, de educação em saúde, da busca ativa de casos de pacientes com sintomas, monitoramento e reposição de mosquiteiros impregnados com inseticida entregues para moradores de áreas de risco, e do diagnóstico e tratamento precoce, com destaque para as ações de monitoramento e controle de criadouros do vetor de transmissão da malária, que é a fêmea do mosquito Anopheles.

“A malária é causada pelo protozoário do gênero plasmodium, que é transmitido ao homem pelo sangue, geralmente por meio da picada do mosquito infectado. Por isso, a estratégia de monitoramento e controle de criadouros tem sido essencial para reduzir a infestação vetorial, evitando a proliferação do mosquito, assim como o surgimento de surtos epidêmicos de casos de malária”, esclarece João Altecir.

Controle

O Núcleo de Entomologia e Controle Vetorial da Semsa mantém o monitoramento de todas as principais áreas de risco no que se refere à proliferação do mosquito Anopheles darlingi, trabalho que é executado por agentes de endemias nos Distritos de Saúde Norte, Leste, Oeste, Sul e Rural.

São consideradas áreas de risco para transmissão da doença: locais de desmatamento e ocupações irregulares, áreas com tanques de piscicultura sem os cuidados necessários, igarapés represados, abertura de estradas e ramais, balneários e outras atividades laborais, que, executadas sem orientação técnica adequada apresentam risco de saúde, podendo contribuir para possíveis surtos da doença no município.

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