Manaus/AM - A polícia prendeu na noite dessa quarta-feira (9), o 42° suspeito dos ataques do Comando Vermelho em Manaus. Entre os presos, estão ao menos cinco líderes da facção e a Secretária de Segurança Pública (SSP), divulgou detalhes sobre eles.
Segundo a secretaria, alguns deles são denominados "conselheiros" do grupo criminoso. O primeiro é Ederfran de Oliveira Silva, substituto de “Dadinho”, morto em confronto com a Rocam na noite de sábado (5).
Conhecido também como “Neném”, Ederfran foi preso no domingo (6) e é considerado o conselheiro provisório da facção. A prisão dele ocorreu em uma residência de luxo no bairro Novo Aleixo, zona norte, no momento em que ele estava em uma festa.
De acordo com a polícia, após a morte de Erick Batista Costa, o “Dadinho”, Ederfran se tornou um conselheiro temporário da organização criminosa e foi um dos autores intelectuais dos ataques e incêndios em Manaus, registrados no final de semana. Ele vivia uma vida de luxo, possuía carros importados e é irmão do traficante “Babujo”, que está preso em uma unidade prisional em Manaus.
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Brandon Washington Martins e Silva, o “Breno”, foi preso na madrugada de segunda-feira (7), na rua Rio Jordão, bairro Colônia Terra Nova, zona norte. Com o suspeito, foram apreendidas uma submetralhadora calibre PT40, porções de cocaína e mais de R$ 3,3 mil. “Breno” é um dos cabeças da facção envolvidos nos ataques.
Marcos Paulo Monte dos Santos, o “Mosquito”, foi preso durante a operação “Cabeças III”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, em conjunto com a Polícia Civil do estado do Pará, na manhã desta terça-feira (8).
Ele foi identificado como conselheiro final da facção de traficantes. A prisão ocorreu em uma residência no bairro Puraquequara, zona leste de Manaus, e no momento da prisão o infrator apresentou documento falso.
Segundo a delegada Tamara Albano, delegada adjunta do Denarc, Marcos Paulo faz parte da cúpula da facção criminosa que atua no estado do Pará. O suspeito estava no Amazonas para se esconder, uma vez que é apontado como articulador da morte de vários agentes públicos e possui mandado de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, roubo e associação ao tráfico de drogas.
Durante a operação “Fight Back”, foram presos outros três participantes dos ataques, entre eles Sidney Mateus Santos Machado, 23, vulgo "Maranhão", apontado como idealizador do ataque no prédio do 24 Distrito Integrado de Polícia.
Com ele, foram presos João Vitor de Azevedo Melo, de 22 anos, e Roney Marinho Machado, 26. O trio foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Sidynei, que já possui dois mandados de prisão, responderá também por organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
Além do flagrante, Roney responderá por uso de documento falso. Todos foram encaminhados à Central de Recebimento e Triagem (CRT).


