2026 e muita esperança no Amazonas
2026 chegou carregando muito mais do que a virada de um calendário. Carregamos histórias, perdas, aprendizados e responsabilidades. Um novo ano não apaga o que fomos, mas escancara, com ainda mais clareza, aquilo que precisamos escolher ser.
Falo como cidadão, como economista e professor, e como alguém que acredita profundamente no Amazonas e no Brasil. Não se trata de otimismo ingênuo, mas de convicção construída na realidade concreta do trabalho, do estudo e do diálogo com a vida real das pessoas. Nosso povo é forte porque resiste, trabalha e segue em frente mesmo quando o Estado falha, quando as instituições se distanciam e quando a política se esquece de quem sustenta o país todos os dias.
Mas é preciso dizer com clareza: a força do povo não pode continuar sendo usada como justificativa para o abandono. Esperança não pode ser confundida com discurso vazio, e o futuro não nasce de promessas fáceis. O futuro exige verdade. Verdade sobre nossos erros coletivos, sobre nossas escolhas equivocadas e, principalmente, sobre a necessidade de ter gente que gere resultado positi.
O Amazonas não pede privilégios. Pede respeito, previsibilidade e oportunidades reais. Pede políticas públicas que enxerguem pessoas antes de números, desenvolvimento que gere trabalho, renda e dignidade, e decisões que compreendam que proteger a floresta e promover crescimento econômico não são opostos, mas complementares quando há inteligência institucional e responsabilidade.
O Brasil, por sua vez, precisa reaprender a confiar. Confiar que a lei deve valer para todos, que o diálogo é mais forte do que a radicalização, que o mérito e o esforço ainda importam, e que não existe desenvolvimento sustentável sem segurança jurídica, liberdade econômica e responsabilidade fiscal. Um país que normaliza atalhos morais e relativiza princípios corrói, silenciosamente, seu próprio futuro.
A esperança em 2026 não pode ser passiva. Ela precisa ser exigente. Exigente com o poder público, com as instituições e também conosco enquanto sociedade. Precisamos cobrar mais, participar mais e aceitar menos improviso, menos irresponsabilidade e menos indiferença com a vida real das pessoas.
Acredito que 2026 pode, sim, ser um ano melhor. Não porque será fácil, mas porque pode ser mais consciente. Mais maduro. Mais responsável. Um ano em que a verdade volte a ser um valor, e não um obstáculo. Em que a política volte a servir, e não a se servir. Em que o Estado volte a proteger, e não a pressionar quem produz, trabalha e empreende.
Que cada família amazonense e brasileira encontre neste novo ano mais paz, mais saúde, mais trabalho e mais propósito. Que não percamos a capacidade de nos indignar diante do que está errado, mas que também não percamos a capacidade de acreditar que dias melhores são possíveis quando há coragem, verdade e compromisso com o bem comum.
Que Deus abençoe o Amazonas. Que Deus abençoe o Brasil. E que 2026 seja o ano em que a esperança deixe de ser retórica e volte a ser responsabilidade
ASSUNTOS: Hissa Abrahão