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Rússia critica "ameaças neocoloniais" contra a Venezuela e apoia nova líder interina

Por Reuters

06/01/2026 14h06 — em
Geral



MOSCOU, 6 Jan (Reuters) - A Rússia saudou nesta terça-feira a nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela, chamando-a de um passo para garantir a paz e a estabilidade em face de "ameaças neocoloniais flagrantes e agressão armada estrangeira".

"Insistimos firmemente que deve ser garantido à Venezuela o direito de determinar seu próprio destino sem qualquer interferência externa destrutiva", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

Ele não se referiu nominalmente aos Estados Unidos. No sábado, o presidente Donald Trump enviou forças especiais para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo para os EUA, onde ele se declarou inocente das acusações de narcotráfico e insistiu que continua sendo o líder legítimo do país.

"Saudamos os esforços empreendidos pelas autoridades oficiais desse país para proteger a soberania do Estado e os interesses nacionais. Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos", disse a declaração russa, acrescentando que Moscou continuaria a fornecer o "apoio necessário".

Maduro foi o segundo aliado próximo da Rússia a ser deposto em pouco mais de um ano, após a derrubada do presidente sírio Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

Mas uma fonte sênior russa disse à Reuters esta semana que, se Trump estava afirmando uma Doutrina Monroe revivida de domínio dos EUA no Hemisfério Ocidental, então a Rússia também tinha direito à sua própria esfera de influência.

A Rússia vem travando uma guerra em grande escala na vizinha Ucrânia desde fevereiro de 2022, mas está em conversações com o governo de Trump, conforme o líder dos EUA pressiona pelo fim do conflito.

O presidente russo, Vladimir Putin, que tomou o cuidado de não criticar Trump desde seu retorno à Casa Branca há um ano, está ansioso para reparar as relações bilaterais e reavivar os laços econômicos entre os dois países. Putin ainda não comentou sobre a remoção de Maduro por Trump.

(Reportagem da Reuters)


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