Procter & Gamble tem receita trimestral abaixo do previsto, mas lucro ajustado acima do esperado
Por Juveria Tabassum e Jessica DiNapoli
22 Jan (Reuters) - A Procter & Gamble reportou nesta quinta-feira uma receita no segundo trimestre levemente abaixo das expectativas de Wall Street, afetada por gastos mais fracos de consumidores nos Estados Unidos em categorias como detergente para roupas e papel higiênico, que ofuscou o desempenho de produtos de beleza.
Nos três meses encerrados em 31 de dezembro, a maior empresa de bens de consumo do mundo em valor de mercado teve vendas líquidas de US$22,21 bilhões, ante estimativas de US$22,28 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
O lucro ajustado, porém, superou um pouco as previsões de analistas, em um desempenho misto para a norte-americana, cujos resultados são vistos como um indicador da saúde da indústria.
Excluindo itens não recorrentes, a P&G registrou lucro por ação de US$1,88, em comparação com as estimativas de US$1,86.
Os resultados significam que a empresa está no caminho certo para atingir suas metas anuais em um ambiente geopolítico e de consumo desafiador, disse Shailesh Jejurikar, que assumiu como presidente-executivo em 1º de janeiro, em um comunicado.
A companhia manteve suas metas anuais de lucro operacional e vendas, mas reduziu sua previsão de crescimento anual do lucro líquido por ação para entre 1% e 6%, ante os 3% a 9% esperados anteriormente, devido a maiores despesas com reestruturação.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, a margem bruta principal da P&G caiu pelo quinto trimestre consecutivo, em parte devido às tarifas e aos investimentos em diferentes tamanhos de embalagem para atrair consumidores que buscam economizar dinheiro.
O volume total de vendas caiu 1% no segundo trimestre, com declínio em três das cinco categorias reportadas pela empresa, e um aumento apenas no segmento de beleza, que tem sido um ponto fora da curva no último ano, visto que os consumidores continuam comprando produtos de autocuidado. Os preços subiram 1%.
A P&G também aumentou os preços de alguns de seus produtos para compensar o impacto das tarifas de importação impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Os preços mais altos e algumas inovações em seus produtos para cabelo e cuidados pessoais, que incluem as marcas Pantene e Olay, contribuíram para um aumento de 3% no volume da categoria de beleza, que representa cerca de 18% das vendas totais.
Nos últimos anos, a P&G tem se desfeito de negócios com baixo desempenho, sendo os mais recentes os sabonetes em barra na Índia e nas Filipinas, à medida que ajusta seu portfólio às mudanças nas tendências de consumo em mercados internacionais. A empresa planeja cortar cerca de 7.000 vagas em funções não relacionadas à produção ao longo de dois anos.
(Reportagem de Angela Christy e Juveria Tabassum em Bengaluru e Jessica DiNapoli em Nova York)
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