Capitão Hunter tem prisão mantida; Youtuber questionou policiais "por que estão me tratando assim?"
Em uma audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23) no Fórum de Santo André, na ABC Paulista, a prisão do youtuber João Paulo Manoel, de 45 anos, conhecido como Capitão Hunter, foi mantida. O influenciador, preso na quarta-feira (22) em sua casa, é investigado por exploração sexual de crianças e produção de pornografia infantil. No momento da prisão, registrada em vídeo, Hunter dirigiu-se aos policiais com uma pergunta: “Por que vocês estão me tratando assim?”.
Novas imagens mostram a casa do influenciador capitão Hunter durante a prisão. A polícia investiga uma segunda vítima, de 11 anos, e apreendeu computadores e celulares para apurar se há mais envolvidos no caso. pic.twitter.com/8Sh6qB6vIz
— Brasil Urgente (@brasilurgente) October 23, 2025
A investigação aponta Hunter, que possui mais de 1 milhão de seguidores com conteúdo sobre Pokémon, como um "abusador de alta periculosidade". Segundo relatórios policiais, ele usava um perfil falso para se aproximar de vítimas, como uma menina de 13 anos do Rio de Janeiro.
O contato começou em um evento em um shopping e evoluiu para assédio, com o youtuber supostamente oferecendo cartas raras e bichos de pelúcia em troca de imagens íntimas da adolescente. Em uma das mensagens, ele teria dito à vítima que "nem parecia que ela era uma criança". A mãe da garota acionou a polícia em setembro após notar o comportamento recluso da filha, que revelou o assédio chorando.
Durante a ação policial, foram apreendidos seis celulares, três pendrives e uma CPU, que serão periciados para identificar outras possíveis vítimas. O youtuber foi preso em seu quarto, onde agentes encontraram diversos brinquedos do Pokémon, fios e computadores espalhados. Seu advogado de defesa, Rafael Feltrin, afirmou que "todas essas informações, acusações e imputações são absolutamente inverídicas e serão esclarecidas no momento oportuno". Hunter cumpre um mandado de prisão temporária de 30 dias, expedido pela Vara da Criança e do Adolescente do TJ-RJ.
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