Corinthians: polícia identifica ligação entre dirigentes do clube e PCC
A investigação sobre o contrato de patrocínio entre Corinthians e a casa de apostas VaideBet identificou indícios de lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado, envolvendo o repasse de R$ 1,4 milhão por meio de empresas suspeitas, algumas ligadas ao PCC.
Os valores passaram por empresas como a Rede Social Media Design, de Alex Cassundé, a Neoway Soluções Integradas, a Wave Intermediações Tecnológicas e a UJ Football Talent Intermediação, citada por um delator do PCC assassinado em 2024. A UJ seria ligada a um membro da facção criminosa.
Dirigentes do clube, como Augusto Melo, foram ouvidos, mas não apresentaram provas concretas. O Corinthians nega envolvimento com os repasses e afirma que é vítima do caso, reforçando seu compromisso com a transparência. O impeachment de Augusto Melo será votado em 26 de maio.
O escândalo ganhou repercussão após a rescisão do contrato pela VaideBet em junho de 2024, devido à suspeita de uso de laranjas na intermediação. A defesa de Cassundé admite o contato com a empresa, mas nega qualquer irregularidade.
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