Chacina no Compaj: Júri condena dupla por envolvimento em 56 mortes
Mais de sete anos após o brutal massacre ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a Justiça do Amazonas proferiu a primeira sentença condenatória relacionada ao caso. Em julgamento finalizado na noite do último sábado (13), no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, os réus Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira foram condenados por uma série de crimes graves.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), reconhecendo a responsabilidade criminal dos réus pelos seguintes delitos:
56 homicídios consumados
Um homicídio tentado
Um crime de tortura
Vilipêndio de cadáver
Integração em organização criminosa
O Massacre do Compaj é o maior já registrado no Amazonas e o segundo maior do Brasil.
A acusação durante o julgamento foi conduzida por uma força-tarefa especial do MPAM, designada pela Procuradoria-Geral de Justiça devido à complexidade e relevância social do caso. A equipe contou com a atuação dos promotores de Justiça Leonardo Tupinanbá do Valle (coordenador do Caocrimo-Gaeco), Márcio Pereira de Mello, Lilian Nara Almeida e Thiago de Melo Roberto Freire.
O promotor Leonardo Tupinambá destacou a importância da decisão: “A sociedade, representada pelo Conselho de Sentença, acolheu integralmente as teses do Ministério Público, com a condenação dos réus pelas 56 mortes, além dos crimes de tentativa de homicídio, tortura, vilipêndio de cadáver e organização criminosa”.
O MPAM garantiu que esta é apenas a primeira etapa de uma série de julgamentos. A instituição continuará atuando para responsabilizar todos os envolvidos, incluindo líderes e autores intelectuais do massacre.
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ASSUNTOS: Chacina no Compaj