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Donos estão presos

Carlinhos Maia sorteou celulares de loja suspeita de contrabando, diz MP

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Foto: Reprodução/Instagram

Carlinhos Maia é um dos influenciadores da internet que divulgaram e sortearam celulares de lojas cujos proprietários foram presos na última terça-feira (9) em uma operação do Ministério Público de Alagoas. Eles presenteavam influenciadores digitais com iPhones para que eles divulgassem as lojas entre seus seguidores.

Uma das lojas se chamava "Império do Celular".  Conforme a investigação, as lojas anunciavam no Instagram produtos que na verdade eram contrabandeados, e faziam sorteios em parceria com celebridades de internet para a divulgação. Os estabelecimentos comercializavam produtos sem nota fiscal.

Conforme o MP, o grupo criminoso realizava aquisição irregular dos aparelhos, venda via Instagram sem autorização da Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando era apreendida e lavagem do dinheiro oriundo do comércio criminoso. A operação aprendeu 13 carros, uma motocicleta e uma grande quantia de iPhones e dinheiro nas quatro lojas. O número de aparelhos e valor apreendido não foram divulgados pelo Ministério Público.

Além de Carlinhos Maia, o empresário Kel Ferreti e o publicitário Diogo Moreira receberam presentes em troca de divulgação do sorteio.

A blogueira Gabriela Sales, conhecida como "Rica de Maré", chegou a falar que indicava "de olhos fechados" uma das lojas. Apesar disso, os influencers não são investigados pelo Ministério Público nem pela Polícia Civil, e foram considerados como usados pela organização criminosa para divulgar as lojas.

"As pessoas devem ter cuidado para verificar a origem do produto recebido para não vir a responder criminalmente. Se receber algo de origem ilícita poderá responder pelo delito de receptação e terá de fazer devolução do objeto a polícia", afirmou o delegado Thiago Prado, da seção de crimes cibernéticos da Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas) da Polícia Civil de Alagoas. 

Dois irmãos proprietários das lojas investigadas se entregaram à polícia em Maceió, e outros dois acusados, que não tiveram nomes divulgados, continuam foragidos.

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