Viúva de apóstolo Rina denuncia ex-diretoria de nova fraude na Bola de Neve

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Denise Seixas, viúva do apóstolo Rina e atual presidente da Igreja Bola de Neve, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o antigo conselho administrativo da instituição, alegando irregularidades financeiras e administrativas.
Na denúncia, obtida pela CNN, Denise acusa o grupo liderado por Everton César Ribeiro de movimentar ilegalmente recursos da igreja por meio de contas bancárias e procurações não autorizadas. Segundo o documento, o grupo utilizava a empresa BMP Money Plus para gerir receitas da igreja e emitir notas fiscais sem o consentimento da atual gestão.
Além disso, Denise formalizou um pedido ao banco Bradesco, onde estão as contas da igreja, para assumir controle total sobre os recursos.
Supostos desvios e empresas de fachada
A denúncia também aponta que ex-membros do conselho utilizaram empresas de fachada para desviar recursos. Entre as citadas estão:
SIAF Solutions: ligada a Everton César Ribeiro, controlava dízimos com taxas de até 5%, somando R$ 492 mil.
Green Grid Energy: empresa recém-criada por Everton, declarou faturamento de R$ 6 milhões com consultorias financeiras.
Filhos do Rei Serviços de Conservação: registrada no nome da irmã de Everton, teria emitido R$ 1,4 milhão em notas fiscais, embora a sede seja uma residência onde desconhecem a existência da empresa.
Alteração de registro civil e outras ações
Denise também denuncia uma tentativa de alteração no registro civil do apóstolo Rina para removê-la como esposa, o que inviabilizaria sua presidência.
O antigo conselho ainda teria organizado um ato para instalar nova gestão e movido processos contra Denise, alegando esbulho, turbação e ameaça.
Resposta dos envolvidos
Everton César Ribeiro negou as acusações, afirmou desconhecer notificações judiciais e declarou que suas empresas seguem normas de conformidade. A Igreja Bola de Neve também afirmou não ter sido notificada, reforçando que suas contas são auditadas anualmente e aprovadas por uma empresa multinacional.
O caso segue em análise judicial.

ASSUNTOS: Brasil