O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (29) que vai exonerar Roberto Dias do cargo de diretor do Departamento de Logística. A decisão foi comunicada pela pasta após um representante da vendedora de vacinas Davati Medical Supply denunciar que Dias teria pedido propina de US$ 1 por dose para fechar um contrato bilionário de compra de imunizantes da AstraZeneca pela empresa.
A demissão deve sair na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (30). O Ministério da Saúde afirma que a decisão foi tomada na manhã de hoje.
Roberto Ferreira Dias foi indicado pelo líder do governo de Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-RR), citado pelos irmãos Miranda no depoimento à CPI da Covid, acerca das suspeitas sobre o contrato bilionário do governo federal com a Covaxin. Ainda de acordo com o representante da Davati, a empresa procurou o Ministério Público para negociar 400 milhões de doses da AstraZeneca com proposta de US$ 3,5 por cada uma (depois disso, passou a US$ 15,5).
Na denúncia escandalosa divulgada pela Folha de São Paulo na noite desta terça, o representante Luiz Paulo Dominguetti Pereira dá detalhes da reunião e do pedido de propina em cima de vacinas, o que classificou como “coisa muito tenebrosa, muito asquerosa". Confira na íntegra aqui.
Após a reportagem, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, informou que Dominguetti será convocado a depor na CPI.



