O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) determinou a saída do funcionário norte-americano Michael Myers do Brasil, em 23 de abril de 2026, após aplicar medidas de reciprocidade contra o governo dos Estados Unidos, que havia expulsado um delegado da Polícia Federal envolvido no caso Alexandre Ramagem. A decisão expôs tensões diplomáticas, mas ambos os países afirmam que a cooperação policial será mantida.
O servidor norte-americano, identificado como Michael Myers, trabalhava junto à Polícia Federal brasileira desde 2024 em acordos de cooperação técnica. Após a medida do Itamaraty, suas credenciais foram cassadas e o visto cancelado, levando-o a deixar o país em 23 de abril de 2026. Outro funcionário dos EUA também foi afetado: teve o acesso às dependências da PF suspenso, mas permanece no Brasil.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, as medidas foram comunicadas verbalmente, seguindo o mesmo procedimento adotado pelos EUA. Ele reforçou que, apesar do impasse, a cooperação policial e diplomática continua em vigor e que o caso deve ser tratado como pontual.
Em resumo, a saída de Myers não representa uma ruptura, mas sim uma resposta direta do Brasil à expulsão de um delegado brasileiro nos Estados Unidos. O episódio mostra como o princípio da reciprocidade é usado para equilibrar relações diplomáticas, ainda que gere desconforto momentâneo.



