Risco de novas rebeliões nos presídios do Amazonas

Por Raimundo Holanda

02/05/2020 19h22 — em Bastidores da Política

O governo do Amazonas minimizou a  rebelião com reféns no Complexo Penitenciário do Puraquequara  na manhã deste sábado. É certo que foi controlada, os reféns liberados,  mas ficou a centelha de uma insatisfação que pode resultar em um novo incêndio.

“Está tudo bem”, disse o secretário da Seap,Marcos Vinicius. Descontado o otimismo do secretário, o cenário que ficou foi  de destruição e a mensagem, explicita, para quem  quiser entender, que o sistema está prestes a implodir, com todas as consequências daí derivadas.

A manutenção dos presídios do Amazonas é cara - custa anualmente R$ 500 milhões ao contribuinte - mas nem o Estado - que tem a  responsabilidade pela administração,  vigilância e a disciplina , nem a empresa terceirizada, contratada para ser uma espécie de prefeitura, assumindo a limpeza, alimentação, assistência material e jurídica, cumprem seu papel.

É quando um terceiro poder surge, mais organizado, mais ousado e mais desafiador. É esse poder que dita as regras e os caminhos que as rebeliões devem tomar.

Se o Estado não exercer seu papel como deve, mobilizando sua inteligência, dificilmente impedirá uma nova carnificina, para horror da sociedade.