A batalha que você vê na TV ou nos grupos de WhatsApp não é a verdadeira luta pelo poder, que ocorre principalmente em escritórios fechados, de onde sai o dinheiro que alimenta o jogo sujo que se espalha pelo tecido social. A vítima, primeira, é o eleitor. Depois, a cidade. E não somente o eleitor e a cidade, também a liberdade de imprensa, permanentemente ameaçada por candidato avesso ao contraditório.
A Justiça Eleitoral, com sete juízes para julgar uma carga diária de centenas de processos, a maioria cópias de cópias, num frenético Control C, Control V, como na petição do advogado que diz que o candidato “ofendido" atualmente comanda o Poder Legislativo, para depois assinalar que foi de 2011 a 2013, acaba sendo induzida a erros.
Repetimos, induzida a erros. E não se pode culpar juizes com carga excessiva de trabalho. Mas a má fé identificada, seu autor-candidato deve ser punido.
Essa eleição está exigindo muito dos poucos juizes que compõem o TRE no Amazonas. Somente em Manaus são 1,3 mil candidatos a vereador e 11 a prefeito, um deles agindo para entulhar a justiça de processos. A intenção é confundir mesmo, ocupar excessivamente o Judiciário enquanto pratica crimes eleitorais, dos quais já é reincidente, com multas que somam mais de R$ 2 milhões. Esse pouco caso que ele faz da justiça eleitoral tem que acabar.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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