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Carol Castro revela assédio e perseguições virtuais

Por Folha de São Paulo

24/06/2025 15h15 — em
Arte e Cultura



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Carol Castro, 41, falou abertamente sobre os episódios de assédio e perseguição que tem enfrentado nas redes sociais. Intérprete de Clarice na novela "Garota do Momento", da Globo, ela relatou situações que vão desde cantadas ofensivas até ameaças graves, que precisaram da intervenção da polícia.

"Já mandaram mensagem dizendo que dariam R$ 10 milhões para passar uma noite comigo. Eu respondi: 'Meu amor, pega esse dinheiro e doa, por favor'. Fico chocada com o tipo de coisa que recebo", contou Carol em entrevista à Quem. Apesar do tom bem-humorado com que tenta encarar parte dessas mensagens, ela não minimiza a gravidade dos casos mais sérios.

Um dos episódios mais assustadores, segundo ela, envolveu um homem que enviava e-mails em letras garrafais ameaçando sequestrá-la. "Foi bem pesado. A polícia rastreou e conseguiu identificar o autor pelo ID do computador", revelou. Desde então, Carol passou a ter mais cautela com o que compartilha nas redes, especialmente quando se trata da filha Nina, 7, fruto da relação com o violinista Felipe Prazeres.

Ela afirma que tudo que envolve a filha é combinado previamente com o pai. "Não forço a Nina a nada. Tudo o que posto é conversado com o Felipe. Preservo muito o espaço dela e a privacidade da nossa família", declarou.

Mesmo contando com uma equipe para ajudá-la na gestão de suas redes, Carol diz que faz questão de manter contato direto com os seguidores. "Eu que curto, eu que respondo. Mas quando entro na caixa de mensagens, às vezes fico assustada. Tem coisa que nunca vou esquecer", diz. Ainda assim, tenta lidar com leveza. "Não gosto de dar peso a isso, prefiro focar em coisas boas."

Além das questões pessoais, a atriz também usa seus canais para se posicionar publicamente. Sem receio de abordar temas como política, feminismo, meio ambiente e desigualdade, Carol já enfrentou represálias. "Já perdi trabalho porque me posicionei contra um desgoverno. Na época me senti estranha, mas sigo com a consciência tranquila. Não dá para viver com medo de crítica", afirma.

Para ela, o silêncio não é uma opção. "A gente precisa falar, denunciar, questionar. Por mais que você seja atacado, não pode se calar. Prefiro dormir em paz comigo mesma", conclui.


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