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Imagem feita por analista mostra destruição na Amazônia

Imagem feita por analista mostra destruição na Amazônia
Imagem feita por analista mostra destruição na Amazônia

A partir de imagens inéditas de autoria de Juan Doblas, geofísico e especialista em monitoramento do desmatamento, o Brasil de Fato mostra as fases e técnicas utilizadas por setores responsáveis pela destruição de regiões localizadas na maior floresta tropical do mundo, como a pecuária e o agronegócio. 

Doblas explica que, para conhecer todos os elementos ligados ao desmatamento, é necessário, antes de tudo, entender quem está desmatando e qual será o destino final para a área, ou seja, para que fim ela será utilizada. 

Segundo o especialista, o desmatamento na região fotografada decorre da ação de três setores com impactos danosos de intensidade muito diferentes.

Em comparação com a atuação de outros setores, o impacto da agricultura familiar é extremamente menor, já que o avanço sob a floresta nativa é baixo. 

Ainda que haja focos de desmatamento, geralmente a longo prazo acontece o processo de rotação das plantações que passam a ocupar a área. Isso significa que os territórios usados são substituídos por outros, o que possibilita um processo de regeneração local.

O impacto do desmatamento realizado por médios e grandes pecuaristas na Amazônia é mais danoso por abranger áreas maiores e avançar, em geral, sob áreas preservadas e griladas. Juan Doblas exemplifica que o ritmo do desmatamento para um pecuarista médio pode ser de 5 a 20 hectares por ano, “sendo que esse número pode ser bem maior à medida que a sensação de impunidade aumenta”. 

Quais são as fases do desmatamento?

A brocagem e o fogo: Essa fase geralmente é realizada pela força de trabalho humano, mas, no desmatamento especulativo de larga escala, o uso de agrotóxicos também já foi registrado. Há ainda um grande perigo nesse processo: caso uma área de vegetação limitrofe à que pretende ser desmatada esteja seca, uma consequência comum com a intensificação das mudanças climáticas, elas também serão incendiadas. 

Criação de leiras e limpeza da área: Após a devastação causada pelo fogo, um trator geralmente é utilizado para a derrubada das árvores remanescentes com o objetivo de limpar o terreno.

Expansão da pecuária e do agronegócio: Com o terreno uniforme e sem nenhuma árvore em pé, a área é destinada à criação de gado ou ao monocultivo de espécies como a soja, perdendo-se toda a biodiversidade local. 

Juan Doblas alerta que o desmatamento especulativo é o agente que mais tem crescido nos últimos anos no Brasil devido às escolhas políticas dos governos.

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