Na opinião de Rafael Costa, diretor-geral do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o Estado brasileiro tem ferramentas suficientes para combater os crimes ambientais, mas há falta de comunicação entre os órgãos do governo.
Costa frisou durante uma entrevista ao C.B. Poder., que o Censipam nasceu do sistema de vigilância da Amazônia, com radares meteorológicos, estações de níveis e quantidade de água nos rios, radares de vigilância aérea e estações meteorológicas de superfície.
“O Censipam nasceu para aplicar esse projeto na região da Amazônia, que ocupa cerca de 58% do nosso território, e temos a função de coordenar, integrar e utilizar esses recursos para proteger a floresta”, diz.
Se pegarmos a curva de evolução histórica do desmatamento anual do nosso país, veremos que se compararmos 2012 com 2016, teremos um aumento de 72% de desmatamento.
“Esse conhecimento já existia do combate ao crime organizado e, agora, está sendo aplicado no combate aos crimes ambientais e dando resultados significativos”, afirma.

