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Sem plano, sem equipamento; delegado lista erros de empresa em acidente com árvore de Natal

Sem plano, sem equipamento; delegado lista erros de empresa em acidente com árvore de Natal
Sem plano, sem equipamento; delegado lista erros de empresa em acidente com árvore de Natal

Manaus/AM – A polícia está aprofundando a investigação sobre o acidente que resultou na morte de um homem e no ferimento de outro, no Largo São Sebastião, neste domingo (23), durante a montagem da árvore de Natal do local. Já foram identificadas diversas irregularidades que podem ter contribuído diretamente para a tragédia.

Segundo o delegado Marcelo Martins, a empresa não possuía os equipamentos adequados para o trabalho, nem plano de içamento para peças pesadas, e pode ter contratado funcionários inaptos para a função, como o operador do guindaste, Antônio Benjamim de Lima Cunha, 57 anos.

Antônio Benjamim, operador do guindaste - Foto: Neto Silva /Portal do Holanda “Nós apuramos ontem uma série de falhas: o fato de ele ter sido contratado mesmo estando inapto para o trabalho; constatamos que não havia plano de içamento, que é um plano de rigging, elaborado por engenheiro para calcular o objeto a ser içado; e ainda o fato de trabalhadores terem permanecido sobre o objeto, o que não é permitido. Enfim, ontem mesmo conseguimos levantar uma série de informações”, afirmou o delegado.

Além disso, Antônio Benjamim teria cometido erros graves durante as manobras do guindaste, baseando-se apenas em análises visuais, sem considerar normas técnicas básicas.

Delegado Marcelo Martins - Foto: Neto Silva/Portal do Holanda

“O fato de içar objetos a certa distância da base do guindaste pode gerar risco de tombamento. Questionei por que ele não estacionou mais próximo do objeto, o que permitiria maior equilíbrio ao equipamento. Ele respondeu que fez ‘no olhômetro’, acreditando ter capacidade para realizar a operação”, disse Martins.

O delegado ressaltou ainda que a empresa também falhou em diversos quesitos e não respeitou os procedimentos exigidos para esse tipo de trabalho, devendo ser responsabilizada pela tragédia.

“Já percebemos responsabilidade da empresa de içamento ao contratar um profissional sem checar sua qualificação. Entre as falhas identificadas está a ausência do equipamento chamado LMC, limitador de carga com sistema computadorizado, que avalia se a carga a ser içada está dentro da capacidade da máquina e se há risco de tombamento. Esse equipamento possui três sinais – vermelho, amarelo e verde – que permitem ao operador visualizar possíveis riscos durante a operação. No guindaste envolvido no acidente, esse dispositivo não existia, embora seja essencial para esse tipo de serviço. Isso já foi confirmado pela perícia”, enfatizou o delegado.

Assim, tanto o operador do guindaste quanto a empresa envolvida serão responsabilizados pelo acidente e deverão apresentar defesa dentro do prazo estabelecido pela Justiça.

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