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Mulher que poderia inocentar cândido Honório não vai mais depor

O procurador  João Bosco Sá Valente  abriu mão do depoimento de Maria do Carmo Carlos Marinho, mulher do pistoleiro Martini Martiniano,  assassinado ano passado na prisão estadual do Acre. Martiniano era acusado de comandar uma organização criminosa conhecida como JWC e da qual, segundo disse em depoimento à justiça acreana, faria parte o promotor Cândido Honório. A  dispensa da testemunha surpreendeu porque Martiniano afirmava que  Honório poderia ser identificado em fotografias, uma  vez que era frequentador de sua casa. A defesa o promotor esperava pelo depoimento de Maria do Carmo, que poderia ou não reconhecer Honório, que afirma ser vítima de uma trama urdida a partir do Ministério Público Estadual, para desmoralizá-lo. 

Martini havia sido  preso em Manaus em 2006, recolhido a cadeia pública e libertado através de uma liminar concedida pelo desembargador Rui Morato,  que teria  cobrado R$ 400 mil pela sua expedição.

No depoimento às autoridades acreanas, para onde fugiu e foi preso, ele revelou o desvio de cerca de R$ 30 milhões do pólo moveleiro de Manaus, uma trama para matar Mauro Campbell, que supostamente  envolvia o promotor Cândido Honório,e um esquema de corrupção que passava por juizes e desembargadores do Amazonas.

Vale a pena reler a carta encaminhada ao Portal do Holanda pelo promotor Cândido Honório, ano passado:


 "  Venho menifestar-me acerca da declaração de que atuei como advogado do Sr. MARTINI MARTINIANO, nos autos do HC, impetrado em meados de 2008, em que fora concedida liminar e consequentemente o alvará de soltura do acusado, em prazo relâmpago. É sabido que todos os processos que tramitam perante a Justiça Pública do Estado do Amazonas, podem ser consultados no site: www.tj.am.jus.br. Porém, ao consultar no referido site, utilizando o nome da parte: MARTINI MARTINIANO, não verifiquei qualquer HC impetrado em seu favor, levando-me a pensar em duas opções.

1ª opção: O processo pode ter sido arquivado. Neste caso a única forma de verificar se este HC realmente existiu é diligenciando ao TJAM para obter tal informação, o que não entendi pertinente, tendo em vista não se tratar de processo em que atuei;

2ª opção: Esse processo nunca existiu e por algum motivo, que ainda não consegui identificar, o Sr. MARTINI o inventou com o intuito único de tentar desmoralizar a mim e a meu pai. De qualquer forma, esclareço que este HC, referido pelo Sr. MARTINI MARTINIANO, NÃO FORA IMPETRADO POR MIM, NEM POR NENHUM ADVOGADO DO MEU ESCRITÓRIO.

Outro fator relevante é o de que o acusado informa em suas declarações que o Desembargador RUY MORATO POSSUI PARENTESCO COM NOSSA FAMÍLIA. Eu asseguro que desconheço essa informação, acrescentando que nunca fui sequer apresentado ao referido magistrado. Por esses motivos, entendo que tais declarações, constituem-se de mentiras de fácil percepção. Aproveito a oportunidade par agradecer novamente, aos amigos que aqui se manifestaram. Um Abraço.

Cândido Honório

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