Após dois anos marcados por seca severa, o Amazonas registrou aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025. Os dados são do MapBiomas, divulgados nesta terça-feira (16), e colocam o estado como o terceiro com maior crescimento no país, atrás apenas de Pará e Goiás. O avanço está associado ao aumento das chuvas em comparação com o ano anterior.
A superfície de água corresponde às áreas cobertas por rios, lagos, represas e outras formações hídricas monitoradas pelo estudo. No cenário nacional, o Pará liderou o crescimento, com 142 mil hectares a mais, seguido por Goiás, que registrou aumento de 91 mil hectares. Já a Amazônia como bioma ficou 2,6% acima da média histórica em 2025.
Apesar da recuperação, o levantamento aponta que a retomada não ocorreu de forma uniforme. Das 54 sub-bacias analisadas, 20 ainda permanecem abaixo da média histórica. Especialistas destacam que o regime hídrico da região é cada vez mais influenciado por eventos climáticos extremos, o que pode intensificar períodos de seca.
No Amazonas, alguns municípios ainda registraram queda na superfície de água. Barcelos foi um dos mais afetados, com perda de cerca de 65 mil hectares, o equivalente a uma redução superior a 6%. Em nível nacional, 45% dos municípios brasileiros ficaram abaixo da média histórica, reforçando que, apesar da alta geral, o cenário hídrico ainda apresenta instabilidade.



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