Governador Wilson Lima reforça apoio à exploração do 'Potássio Verde' em Autazes
Manaus/AM - O governador Wilson Lima reafirmou, nesta sexta-feira (24), o compromisso do Governo do Amazonas com a exploração do ‘Potássio Verde’ em Autazes, a 113 km de Manaus. Durante reunião nesta sexta-feira (24), com representantes da Brazil Potash, ele destacou o apoio ao projeto, que busca aliar o desenvolvimento econômico à preservação ambiental e ao diálogo com comunidades indígenas.
“Nós estamos dispostos a dar todo o apoio para a execução do projeto de exploração de potássio em Autazes. Além do aspecto econômico para tornar o Amazonas uma potência na produção do fertilizante, o nosso principal objetivo é promover o desenvolvimento social, gerando empregos, garantindo a preservação do meio ambiente e dialogando com os povos originários”, destacou o governador.
O encontro contou com a presença de autoridades estaduais, como o presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, e executivos da Brazil Potash, incluindo o CEO Matt Simpson e o presidente da Potássio do Brasil, Eduardo Espeschit. A empresa apresentou os avanços do projeto e destacou que a operação em Autazes deve atender 20% da demanda nacional por fertilizantes, especialmente para a agricultura. Além disso, diretores da companhia visitarão obras na região, lideranças indígenas da etnia Mura e projetos sociais apoiados pelo empreendimento. São previstos mais de 30 programas de impacto socioeconômico e ambiental.
Com um investimento total de US$ 2,5 bilhões, sendo US$ 230 milhões já aplicados em pesquisas e licenciamento, a exploração do potássio deve gerar 2,6 mil empregos diretos durante a construção e 1,3 mil na fase operacional. O projeto tem uma vida útil estimada de 23 anos, consolidando-se como um marco no desenvolvimento regional.
A produção local do potássio também terá benefícios ambientais significativos, reduzindo 1,2 milhão de toneladas de gases de efeito estufa por ano e diminuindo 200 mil toneladas de CO2 com o transporte do fertilizante, atualmente importado de países como Rússia e Canadá. O projeto promete posicionar o Amazonas como líder em inovação sustentável no setor agrícola.
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