RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Salgueiro foi a terceira escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial do Rio. Com o enredo "Salgueiro de Corpo Fechado", a escola colocou na avenida uma série de rituais e símbolos de proteção religiosa.
O abre-alas apresentou um preto velho pilando uma erva. A escultura soltava uma densa fumaça enquanto atravessava a Sapucaí. Na lateral da escola, mulheres carregavam turíbulos, instrumentos próprios para rituais de defumação.
No meio do desfile, a escola colocou na Sapucaí um tripé -carro alegórico no qual podem ir somente duas pessoas- com 30 mil litros de água.
O tripé representava o processo de iniciação no candomblé, conhecido como "fazer o santo", envolvendo rituais corporais, oferendas e a construção de altares.
Mas foi o último setor que levantou o público ao colocar na Sapucaí representações de entidades da umbanda, como Zé Pelintra e Maria Padilha.
O Salgueiro atravessou a Sapucaí com boa evolução, principal problema recente da escola. O público reagiu positivamente ao desfile, cantando o samba.
Viviane Araújo, rainha de bateria da escola, e Flávia Alessandra, que entrou vestida de Maria Bonita, foram destaques do desfile.


