O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), criticou o decreto do governo do Amazonas que determina a paralisação de serviços não essenciais a partir deste sábado (26). A medida visa conter a alta de casos de Covid-19 e a lotação das unidades de saúde na capital.
Arthur Neto lembrou que, há dois meses, recomendou a paralisação total das atividades e se disse preocupado com a situação dos comerciantes.
"Por que não fez antes", declarou o prefeito. "Por que não fez quando eu pedi a ele (Lima) um lockdown há um tempo atrás? Eu pedi um lockdown para fechar tudo mesmo. Por que não fez naquela altura? Mas, não. Ele quis abrir a faixa amarela, a tal fase, tudo muito bonito na transparência, e eu dizendo que era hora de determos o crescimento desse 'monstro' que é o Covid-19. Agora, vai fazer na hora que vai aumentar o desemprego, a fome. Eu acho que é hora de humildade e de dizer que errou", declarou.
Arthur Neto ressaltou que vários lojistas fizeram reposição nos estoques para as festas de fim de ano e, agora, estão impossibilitados de trabalhar. Além disso, a paralisação pode afetar o emprego de funcionários contratados nesta época do ano. Por isso, Arthur Neto recomendou ao governador que volte atrás na decisão.
"Entre hoje e o final do ano, por que não deixá-los trabalhar? Isso seria um gesto de grandeza que eu aplaudiria. Se ele (Lima) dissesse, 'não vamos fechar isso, vamos poupar os empregos direto', os comerciantes estariam garantidos por esses dias", pontuou.


