Manaus/AM - O esquema de falsificação de documentos e grilagem de terras da União que é alvo da Operação Greenwashing, da Polícia Federal, no Amazonas e em outros quatro estados, contava com a participação ativa e crucial de servidores públicos. Um deles seria o ex-secretário da Secretaria de Terras do Estado do Amazonas (SECT/AM), João Braguinha.
Segundo a PF, a prática de grilagem para fins da prática de pecuarismo ilegal, extração de madeira e venda de crédito de carbono, já operava há mais de uma década e começou no interior do estado, mas precisamente no município de Lábrea.
No decorrer dos anos, avançou para Apuí e Novo Aripuanã, mas sempre com a ajuda de funcionários públicos da SECT.
A eles cabia a responsabilidade de duplicar e falsificar títulos de propriedades, emitir certidões ideologicamente falsas, e sobrepor registros para a apropriação indevida de terras públicas.
A Polícia Federal está nesta manhã nas residências dos envolvidos e cumpre mandados de busca e apreensão em ao menos quatro endereços. Há pouco, os policiais deixaram o condomínio onde mora “Braguinha”, no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste.
A Operação Greenwashing, deflagrada no Dia Mundial do Meio Ambiente, tem como objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente.

