Depois de quase 3 meses internado no Rio de Janeiro, Alison de Almeida França, de 38 anos, conseguiu vencer a covid-19 e voltou na noite de segunda-feira (26) para sua cidade natal, Manaus.
Segundo o UOL, o paciente passou 82 dias no Hospital Federal dos Servidores do Estado, no centro do Rio, para tratar o vírus e suas consequências, sendo transferido para o sudeste devido à falta de leitos no Amazonas.
Os primeiros sintomas da covid surgiram quando Alison estava aproveitando o final das férias com a família em Santa Catarina, no final de janeiro. Tudo começou com sintomas de resfriado mas, mesmo assim, dois dias depois ele retornou para casa.
Em pouco tempo surgiu a febre, o mal-estar e a situação se agravou a ponto de o homem ter falta de ar, tosse e dor no peito. Ele procurou atendimento em uma unidade básica de saúde, mas devido à falta de estrutura foi orientado a procurar o Hospital Estadual de Manaus, com serviço de pronto atendimento.
Depois de chegar ao local já com baixa saturação, ele precisou ser internado às pressas, mas ficou no aguardo de um leito de terapia intensiva para atendê-lo.
Assim que chegou no Rio, o paciente ficou no Hospital Federal do Andaraí e no dia seguinte foi transferido para o Hospital Federal dos Servidores do estado, onde ficou internado até a tarde de segunda-feira.
O manauara ficou intubado em estado grave por 30 dias. Quando acordou, precisou lidar com outro problema, a chamada Síndrome Pós- Covid. Ele não conseguia movimentar nada no corpo depois que saiu da sedação.
Alison demorou 30 dias até começar a levantar e andar, mas ainda assim não tem muita firmeza nas pernas. Ele voltou para casa de cadeira de rodas e vai precisar continuar a fisioterapia em Manaus. Além disso, teve alteração no paladar e queda de cabelo.
O médico responsável pelo tratamento do manaura, Everardo Amorim, explicou que o paciente teve dificuldades no "desmame" do respirador, devido a atrofia muscular pelo tempo de inatividade dos pulmões provocado pela doença.
"A síndrome respiratória aguda grave deixa como principal sequela as lesões pulmonares de graus variáveis. Pode provocar distúrbios de coagulação (hipercoagulabilidade) em praticamente todos os órgãos do corpo, causando embolias pulmonares e embolias arteriais, para os membros inferiores, superiores e AVC isquêmico", explicou o chefe do CTI.
Segundo o Ministério da Saúde, o Rio de Janeiro recebeu 96 pacientes vindos de Manaus, sendo 74 para tratar o Coronavírus e 22 para o tratamento de câncer no INCA.



