Manaus/AM - Uma campanha da prefeitura que faz alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, no dia 15 de outubro, vai tirar dúvidas da população sobre as doenças que ainda atinge muitos manauaras.
Segundo a gerente de Vigilância Epidemiológica da Semsa, Cláudia Rolim, um dos públicos-alvos são as grávidas que podem transmitir a sífilis congênita.
"A sífilis é causada pelo Treponema pallidum, e pode ser transmitida por meio da relação sexual (adquirida ou em gestantes) ou da transmissão vertical, da mãe para o feto (congênita). “As três formas podem ser evitadas, sendo que a sífilis congênita pode ser prevenida com diagnóstico precoce da doença na gestante, tratamento adequado e em tempo oportuno”, explica.
As complicações da sífilis congênita incluem abortamento espontâneo, parto prematuro, malformação do feto, surdez, cegueira, alterações ósseas, deficiência mental e mesmo morte ao nascer. Na maioria dos casos, os bebês não apresentam sintomas no nascimento, mas as manifestações clínicas podem surgir nos primeiros três meses, durante ou após os dois anos de vida da criança.
Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), quando a gestante realiza o pré-natal, a orientação é que o exame seja feito na primeira consulta, preferencialmente ainda no 1º trimestre de gravidez, com um novo exame no 3º trimestre da gestação, assim como no parto, independentemente dos resultados de exames anteriores, e também em caso de aborto.
“A sífilis congênita acaba ocorrendo quando a gestante não faz o pré-natal, não realiza os exames recomendados para o diagnóstico ou não faz no tempo adequado para evitar que o bebê seja contaminado. Também há casos de reinfecção após o tratamento da gestante, já que parcerias sexuais em algumas situações não procuram a UBS para o diagnóstico e tratamento, ou não utilizam o preservativo”, explicou a gerente.
O problema é um agravo evitável quando a gestante realiza pré-natal de forma correta e faz os exames para detecção da sífilis, assim como o tratamento em tempo oportuno, e com a utilização de preservativos.
“A rede municipal conta com 194 unidades de saúde que oferecem o teste rápido de sífilis, procedimento de fácil execução, com leitura do resultado, no máximo, em 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. A recomendação é que as pessoas sexualmente ativas façam o teste para sífilis rotineiramente e que todas as gestantes e suas parcerias sexuais realizem o exame”, destacou Cláudia Rolim.
Durante a campanha, as unidades de saúde irão desenvolver atividades educativas em sala de espera, escolas, igrejas e associações comunitárias, além de intensificar a oferta de teste rápido e a distribuição de preservativos. Cada Distrito de Saúde também vai promover um Dia “D”, durante o mês de outubro, para alertar a população sobre a doença.




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