Manaus/AM - O ex-vereador Ronaldo Tabosa foi preso pela Polícia Federal nesta quarta-feira (4), sendo um dos alvos da Operação Tesouro Oculto, que investiga esquema de fraudes na oferta de planos de saúde em Manaus. O ex-parlamentar estava distante dos holofotes desde que teve seu mandato cassado em 2019 pela Justiça Eleitoral.
Tabosa perdeu o cargo por conta de infidelidade partidária, em ação movida pelo Partido Progressistas (PP). Na época, o ex-vereador tinha trocado o PP por outro partido, mas acabou assumindo a vaga de suplente de Álvaro Campelo (PP) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que havia sido eleito deputado estadual.
O PP alegou que a vaga pertencia ao partido e que Tabosa não deveria ocupá-la por estar em outra legenda. Tabosa tentou reverter a decisão, mas não obteve sucesso e se disse injustiçado.
Filho cassado
Dez anos antes de ter sido cassado, Ronaldo Tabosa viu seu filho ter mandato cassado como vereador de Manaus em 2009. Jander Tabosa também foi alvo da Justiça Eleitoral por fraude, por ter feito campanha em que se passava pelo seu pai, causando confusão ao eleitor. A justiça entendeu que Jander só venceu a eleição por ter se passado pelo pai que era apresentador de TV.
Ronaldo Tabosa também chegou a ser condenado no processo do filho. Porém, em 2012 foi eleito vereador, mas acabou sendo impedido de assumir o cargo por conta da condenação por fraude. Ele ainda conseguiu reverter a situação em 2014, mas acabou novamente derrotado e ficando sem mandato.
Tentativas
Tabosa não desistiu de retornar a um cargo público. Ele foi candidato a vereador em 2020 e a deputado estadual em 2022, mas não obteve sucesso.

