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Chega ao fim julgamento sobre a morte de Michael Jackson

Após quase oito horas de deliberação entre a última sexta-feira e esta segunda, o júri chegou à conclusão de que o médico Conrad Murray, há seis semanas sob julgamento pelo homicídio não intencional de Michael Jackson, é culpado.

A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira, e a sentença será declarada pelo juiz do caso, Michael E. Pastor, em breve.

Ao proclamar o veredicto do júri, Pastor chegou a afirmar que Murray é uma ameaça pública, e decretou a prisão imediata do médico pelas próximas três semanas, período em que será estudado o tipo de cárcere em que cumprirá o resto de sua pena.

Por motivos de segurança, o condenado chegou ao tribunal para ouvir a leitura do veredicto por uma entrada alternativa, descendo em um estacionamento subterrâneo onde não houve contato com o público que aguardava do lado de fora do prédio.

Abatido, Murray ouviu o juiz sem demonstrar emoção alguma, em comportamento similar ao que apresentou durante todo o julgamento.

Na tarde da última quinta-feira, a promotoria solicitou ao júri o veredicto de culpabilidade, afirmando que as evidências que incriminam o médico eram "arrasadoras".

"As evidências neste caso são claras - de que Conrad Murray agiu com negligência criminosa, que Conrad Murray causou a morte de Michael Jackson, que Conrad Murray deixou Prince, Paris e Blanket, sem um pai", afirmou o promotor David Walgren.

Murray, que foi contratado para cuidar de Jackson enquanto ele se preparava para uma série de concertos na turnê de despedida This Is It, nega o homicídio involuntário, mas não depôs no julgamento.

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