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Acusados de tortura, militares têm prisão decretada

Denúncia

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Após denúncia do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), contra três policiais militares acusados de crime de tortura contra civil, o juiz de direito da auditoria militar, Alesson Santos Braz, decretou as prisões preventivas dos denunciados. Os mandados foram encaminhados para a Corregedoria de Polícia Militar e cumpridos na segunda-feira, dia 6.

Na mesma data, os denunciados foram ouvidos pelo juiz de Direito em audiência de apresentação, onde foram verificadas as circunstâncias das prisões e a necessidade de manutenção da custódia cautelar, restando mantidas as prisões provisórias.

Um dos policiais militares denunciados responde por três outras ações penais – duas pela acusação de crime de tortura, além de posse ilegal de arma de uso restrito – e se encontra preso preventivamente pelas ações penais.

Agressões físicas

De acordo com a denúncia, no dia 23 de fevereiro de 2018, no bairro Aeroporto Velho, os policiais militares Ângelo Gleiwitz Moreira Siriano, Leonardo Lima e Lima e Nilando da Silva Diniz submeteram uma vítima a sofrimento físico e mental, por intermédio das práticas de atos não previstos em Lei e não resultantes de medida legal.

Na ocasião, a vítima, que é usuária de entorpecentes, estava fumando um cigarro de merla no Porto da Catraia quando foi abordada pelos policiais militares denunciados, sendo posteriormente agredida com socos, chutes e golpes de cassetete, resultando em lesões corporais de natureza gravíssima, sendo que tais lesões trouxeram à vítima debilidade permanente por encurtamento do braço esquerdo, conforme afirmou o perito criminal que a examinou.

Ainda de acordo com a denúncia, os denunciados submeteram a vítima a sofrimento físico e mental, dado que o mantiveram às margens do rio Acre, em local escuro, sofrendo golpes em seu corpo, além de ter sido obrigada a se deitar na lama e se jogar no rio, mesmo após ter dito que não sabia nadar.

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