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Grupo Fictor pede recuperação judicial para subsidiárias Fictor Holding e Fictor Invest

Por Reuters

02/02/2026 8h56 — em
Geral



2 Fev (Reuters) - O Grupo Fictor protocolou no domingo pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmando que o valor dos compromissos soma, aproximadamente, R$4 bilhões.

A empresa divulgou em comunicado que a decisão busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores.

"A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável", afirmou, acrescentando que pretende realizar a quitação sem nenhum deságio.

No pedido de recuperação judicial, foi solicitado tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias.

De acordo com o grupo, o pedido de recuperação judicial é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

"Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua na indústria de alimentos (proteína animal), energia, infraestrutura/real estate e soluções de pagamento.

De acordo com o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, que coordena o pedido de recuperação judicial, os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo.

O pedido de recuperação não inclui as subsidiárias, que devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos.

(Por Marcela Ayres e Paula Arend Laier)


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