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Filme de ficção científica "Boa sorte, divirta-se, não morra" alerta sobre a IA com toque cômico

Por Reuters

13/02/2026 19h42 — em
Geral



13 Fev (Reuters) - Gore Verbinski espera que seu filme "Boa sorte, divirta-se, não morra" seja terapêutico, ao mesmo tempo em que alerta para o efeito deteriorante da tecnologia e da inteligência artificial na sociedade, disse o diretor vencedor do Oscar no Festival de Cinema de Berlim nesta sexta-feira.

Exibido como parte da seção especial fora da competição do festival, o filme é estrelado por Sam Rockwell, que interpreta um viajante do tempo desalinhado e sem nome. Ele aparece em uma lanchonete numa noite com uma fantasia de tubos e fios e um único objetivo: escolher quem entre os clientes confusos irá se juntar a ele em uma missão para impedir um futuro apocalipse da IA.

O resultado é uma comédia dramática de ficção científica cheia de ação que visa entreter e, ao mesmo tempo, fazer as pessoas refletirem sobre os riscos de uma sociedade excessivamente digitalizada.

"A comédia é, em muitos aspectos, a crítica mais severa", disse Verbinski. "E acho que, se você está conseguindo fazer as pessoas rirem, há um pouco de remédio no bolo, certo?"

Enquanto algumas pessoas estão percebendo o comentário social do filme de forma dramática, outras "estão apenas comendo bolo", acrescentou ele.

Famoso por dirigir filmes como "Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra" e o terror "O Chamado", de 2002, Verbinski disse que também vê o humor como uma forma de ilustrar como a sociedade "normalizou parte dessa insanidade".

O filme alterna ação e comédia com algumas das histórias mais dramáticas dos personagens, que abordam outros temas atuais de uma maneira que lembra a série distópica de ficção científica "Black Mirror".

"No que diz respeito aos aspectos políticos do filme, obviamente um tiroteio em uma escola já é demais", disse Rockwell, de 57 anos, referindo-se à história da personagem Susan, interpretada por Juno Temple.

No entanto, "a prioridade do filme é entreter", disse Rockwell, vencedor do Oscar. "E se você captar uma mensagem, ótimo."

(Reportagem de Linda Pasquini)


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