Defender as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus não está sendo fácil para a bancada do Amazonas. O governo federal tem utilizado a concessão de incentivos fiscais para direcionar investimentos para os centros mais desenvolvidos, com maior infraestrura e capacidade de consumo. E há interesse da indústria em se estabelecer nessas áreas,com mão de obra mais qualificada e menor gargalo estruturante.
O resultado é a perda de competitividade do parque industrial de Manaus e o enfraquecimento dos que montaram suas careiras politicas em cima de um discurso, nem sempre sincero, de defesa da Suframa.
A bancada do Amazonas vem se esforçando para evitar um desastre. Em meio a esse esforço há uma nova visão do mandato politico. O senador Eduardo Braga (PMDB), diz que é preciso pensar o País como um todo, e se esquiva das críticas, afirmando que é senador da República Federativa do Brasil, portanto com responsabilidades que vão muito além da questão regional.
Na prática, o senador, cujas emendas apresentadas a MP 534 compartilham com o Nordeste benefícios fiscais antes concedidos apenas a Zona Franca de Manaus, já disse de que lado está: do País. O problema e que foi eleito por um estado que faz parte de uma região discriminada e que tem sido abandonada à propria sorte.
O senador pode e deve contribiuir com o Brasil, mas sem esquecer que sua responsabilidade é com o Amazonas.
