Seiscentos funcionários demitidos. Essa foi a forma de o Sinetran colocar as cartas na mesa e pressionar pela validação do reajuste da tarifa de ônibus, suspenso há uma semana pela justiça do Amazonas.
A decisão também é anunciada depois de publicação de Nota do Prefeito Amazonino Mendes, que se eximia de eventuais consequências em razão da suspensão da validaçÃo da nova tarifa, transferindo para a Justiça e Ministério Público o ônus de uma previsível revolta da população. Na prática, a nota do prefeito estimulou o locaute, que é o que está acontecendo agora: sem motoristas e cobradores, não há ônibus e o caos é estabelecido.
Há sobre a mesa, agora, as justificativas que garantem uma intervenção não apenas no sistema de transporte coletivo, mas também na prefeitura de Manaus, que marcha declaradamente com os empresários, numa afronta à lei e ao cidadão que utiliza ônibus na cidade.
O que está ocorrendo não é apenas a tentativa de desmoralizar a justiça. Na prática, ao retirar ônibus e demitir funcionários, as empresas e a Prefeitura, poder concedente, estão descumprindo ordem judicial e isso sujeita o Município a sofrer intervenção político-administrativa
Cabe ao Ministério Público provocar o Judiciário a por fim a essa desordem na cidade de Manaus
