
O governo vai aumentando os limites de circulação de pessoas na pandemia conforme a redução no número de mortes. Caiu em 38% o número de óbitos, libera o pão e a diversão, os 62% que ainda morrem não irão reclamar. A pandemia não é controlada pela ciência, que ainda reclama cautela. No jogo político e econômico em que se transformou, é melhor mais dinheiro em caixa que menos pessoas morrendo. O governo sabe que a aposta é arriscada, e já prepara estoques para mais um pico.
Secretário sumiu
Em entrevista publicada ontem pelo UOL Notícias, o secretário de estado de Saúde, Marcellus Campêlo, falou de um planejamento em curso para enfrentar a 3ª onda de Covid-19 no Amazonas. “Teremos um plano de contingência para oxigênio e medicamentos", que ficará pronto ainda esta semana, disse ele.
Marcellus, no entanto, não compareceu a uma audiência com os deputados, marcada para a manhã de ontem na Aleam, onde deveria mostrar e debater as alternativas desse plano. A audiência foi cancelada.
Vice-presidente
Fora de foco no governo, em distanciamento social com o presidente, o vice Hamilton Mourão decidiu engrossar o bloco dos ‘rebeldes’. Ontem elogiou a entrevista do chefe da PF no AM, Alexandre Saraiva, à Folha, onde diz que na PF “não vai passar boiada”, referindo-se à maior apreensão de madeira no Pará.
Brasil dominado por militares
A ascensão do general Eduardo Ramos, atuando em conjunto com Braga Netto na troca de comandos na Defesa e nas Forças Armadas, por ordem direta de Bolsonaro, confirma a suspeita de que o Brasil já está sendo governado por uma Junta Militar. Os três comandam agora o país, a política e a força militar.
De olho na Política
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