Nascido no interior de Minas Gerais, em 29 de outubro de 1954, Pedro Rodrigues Filho, mais conhecido como “Pedrinho Matador”, tem um histórico de violência familiar com o qual justifica a fama de ter sido um dos maiores assassinos em série do Brasil.
Pedro conta ter matado mais de 100 pessoas, e entre as vítimas o próprio pai. Ele foi condenado a mais de 400 anos de prisão pela morte de 71, mas após cumprir 42 anos de pena, foi solto em 2018.
Ao ganhar liberdade e em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Pedro afirmou que crime não era brincadeira. “Muitos estão entrando por verem os galhos, fama e dinheiro, não a raiz, prisão e morte. É como o diabo: dá com uma mão e tira com a outra. Tem muitos jovens que entram e, quando querem sair, já é tarde demais”, disse ele, que tem treze irmãos.
A vida no crime iniciou-se antes dos 18 anos, segundo contou ele à revista Época, pois teria tido vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos, quando brigou com um primo mais velho, empurrando o rapaz sobre uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.
Mas com 14 anos de idade, matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, com uma espingarda pertencente ao seu avô, depois dele ter demitido o pai de Pedro, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda. Depois matou um vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão.
Após os crimes em Alfenas, Pedrinho fugiu para Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e matar traficantes.
Ao conhecer a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, passou a viver com ela e assumiu as tarefas do falecido sendo “obrigado” a eliminar alguns rivais. Após Botinha ser executada pela polícia, Pedro acabou montando o próprio negócio com a venda de drogas.
Depois, envolveu-se com Maria Aparecida Olímpia, que chegou a engravidar dele, mas perdeu o bebê. Ele a encontrou morta a tiros e torturou e matou várias pessoas para saber quem havia cometido o crime. O autor da morte da amada dele foi morto junto a seis outras pessoas que estavam com ele, além de deixar 16 feridas. Nessa época, ele ainda não havia chegado à maioridade.
Preso em 1973, com apenas 18 anos, após ser condenado a 128 anos de prisão, foi na cadeia que matou o próprio pai, com 22 facadas, após saber que o genitor havia matado sua mãe com 21 facadas.
De acordo com ele, todos eram "pessoas que não prestavam”, já que se tratavam de estupradores e traidores. Numa prisão de Araraquara, degolou com uma faca sem fio o homem acusado do assassinato de sua irmã.
Na maioria das mortes, costumava usar uma faca, mas disse à revista Época ter matado cerca de 10 pessoas quebrando-lhes o pescoço. Para ele, matava bandidos, pessoas que não prestavam e livrava a sociedade desses marginais.
Condenado a 126 anos, em 2003 estava para ser solto, porque a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos preso. Mas cometeu novos crimes dentro do presídio, o que aumentou sua pena para quase 400 anos, e estendeu sua permanência na prisão até 2007.
Liberado, voltaria a ser preso em 2011, condenado a oito anos pelos crimes de motim e cárcere privado quando ainda estava preso em São Paulo.
Mas em 2018, já convertido ao cristianismo e se dizendo “arrependido” pela vida no crime, aos 64 anos de idade e após ficar 42 anos preso, Pedro foi libertado definitivamente.
Livre, criou um canal no YouTube no qual desestimula a vida no crime e orienta as pessoas usando sua vida como exemplo.


