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Empresário que fez ataques racistas a Ludmilla é identificado pode ser preso

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Sobre ‘Poder’ ficar com a mulher do melhor amigo


O empresário Hélder Santos, de 31 anos, foi identificado pela Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI) como o responsável pelos ataques racistas na internet contra Ludmilla, afirmou o delegado Alessandro Thiers nesta terça-feira (24).

Segundo Thiers, o homem trabalha com venda de suplementos alimentares na internet e é morador da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele já reponde por uma tentativa de homicídio em 2008 e costuma compartilhar na internet fotos com  uniforme do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro  (BOPE). 

"Ele fala para as pessoas que é policial, mas nunca foi. Ele tem foto nas redes sociais com a camisa do BOPE. Ainda não sei se está lá, pois o Instagram dele foi deletado e, aos poucos, ele tá apagando tudo. Ele foi questionado sobre isso e disse que pegou emprestado para tirar uma onda", diz o delegado.


Ludmilla denunciou também na internet os ataques, que eram extremamente agressivos. 

“Alguma autoridade pode me ajudar a identificar esse homem? Não é a primeira vez que ele faz isso, já até bloqueei ele, mas ele continua falando essas coisas em outros instas por aí. Que ódio, só quero a justiça mais nada. Agora é questão de honra, nessa eu vou até o fim!".

Em depoimento prestado por Hélder hoje, ele teria apresentado várias versões contraditórias e diz estar “arrependido”, além de alegar ser fã da cantora.

"A Ludmilla veio ontem (segunda-feira, 23) e relatou os fatos. A polícia investigou, chegou ao homem e buscou ele para depor. Hélder Santos foi conduzido por policiais”, explica o delegado. 

Questionado sobre os ataques racistas, Hélder contou diferentes histórias.  “Primeiro, ele falou que roubaram o celular dele. Dissemos para ele que temos técnicos e que, se fosse mentira, íamos descobrir e seria pior. Hélder Santos disse que estava conversando com uma amiga e que roubaram o celular. Até a hora que confessou que publicou as mensagens”, afirmou o delegado. "Ele disse que é fã da cantora e que faz musculação ouvindo a música de Ludmilla. Trabalha vendendo suplemento alimentares pela internet e que isso o prejudicou porque as pessoas estão esperando ele se retratar. Hélder afirmou estar arrependido e disse que não sabe porque fez aquilo. Ele também disse que não é racista e que tem um avô negro”.

 "O inquérito foi concluído e enviado à Justiça. Agora, cabe à Justiça decidir. A polícia já o identificou. Ele vai ser indiciado por Injúria Racial com causa de aumento por ter sido propagado na internet. Ele pode vir a ser preso por até quatro anos”.

Conforme o delegado, o homem responderá pelo processo em liberdade, mas esse fato pode mudar a qualquer momento.

"A polícia não viu necessidade de prisão porque não houve violência física. Mas, se a polícia achar que existe a necessidade, ele é chamado novamente. É importante pensar antes de postar qualquer coisa na internet e saber que comentários com intolerância religiosas, homofobia, racismo e outras coisas podem trazer consequências”, alerta Thiers.



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